Vendas, Negociação e Liderança
403 artigos sobre técnicas de vendas, negociação, liderança e coaching comercial por José de Almeida.

Também está com um feeling?
Ao escrever este artigo antes do jogo da nossa seleção com a equipa espanhola, não deixo de me questionar sobre os “feelings” que jogadores, treinador e milhares de portugueses estão a ter. E o mais engraçado é que aposto que outros tantos milhões de espanhóis estão a ter um feeling semelhante. No fundo, será um confronto de intuições a que se vai assistir esta noite? É interessante estar a falar nestes feelings em termos de vitórias num jogo de futebol e a pensar ao mesmo tempo na quantidade de empresas com quem trabalhamos e nos feelings que sabemos existir. Quantas vezes decidimos por intuição nas empresas? E até que ponto a nossa intuição resulta ou não? Os estudiosos do cérebro humano e do modo como é processada a informação garantem que a intuição existe de facto. No fundo, todos os estímulos que recebemos, cerca de 1 a 2 milhões por minuto, não são processados pelo nosso cérebro, sob o risco de o sobrecarregar e “fundir”. Mas de algum modo ficam retidos “para mais tarde recordar”. E depois, quando necessitamos, o nosso cérebro volta a aceder a essa informação, procurando um conjunto de padrões já predefinidos, um conjunto de estímulos sobre os quais recai a nossa atenção e aí sentimos que sabemos o que vai acontecer. Assim sendo, o tal feeling, ou aquela sensação à boca do estômago, não é mais do que um screening da base de dados que nos aponta que algo pode ou não correr bem face a um determinado número de condições que estamos a observar. E então actuamos apoiados nessa sensação… ou não.
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Que fazer quando a sua equipa não ganha?
Uma das questões a nível pessoal que mais problemas nos causam é o fenómeno das crises cíclicas. Está estudado que quer a nível pessoal quer a nível profissional, de x em x tempo, surge uma crise. É um fenómeno que está mais do que estudado e confirmado. Se recordar a sua vida, vai ver que esta situação também já ocorreu consigo. Daí a expressão popular que “a vida é como os interruptores, umas vezes para cima, outras vezes para baixo”. Se a memória não me falha, foi o Herman José que teve esta expressão aqui há uns anos. De facto, quanto mais vivo e quanto mais lido com pessoas e empresas em termos de formação, mais me convenço da veracidade desta afirmação. Ora se este fenómeno é algo que acontece ciclicamente, como pais, mães, maridos, mulheres, profissionais, diretores, gestores, ou qualquer que seja o seu papel na vida, saber gerir eficazmente as suas crises é algo fundamental para o seu sucesso. Uma das coisas que pergunto às pessoas que frequentam o nosso Workshop de Liderança Interpessoal é “qual é a cor do seu pára-quedas?”.
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Mas afinal quem usa calças na empresa?
Já parou para olhar em volta e ver o lugar de destaque que cada vez mais mulheres ocupam na vida ativa deste país? Mesmo tendo uma das quotas de mulheres no governo mais baixas, assistimos a um domínio cada vez maior do universo feminino. De facto, basta olhar ao longo dos anos para o número crescente de mulheres com frequência universitária, seja qual for o curso e com prestações notáveis em todos os ramos da sociedade. E nas empresas? Porque nos interessa tanto o fator mulher e liderança? Bem, acima de tudo porque sou mulher! E porque sinto na pele no dia-a-dia o mesmo que milhares de mulheres por este Portugal. Será que “corremos” de modo diferente? Com que papéis lidamos diariamente? Correndo o risco de parecer feminista, mas apostando apenas no feminino, convenhamos que as mulheres de hoje têm de encarnar vários papéis: mães, esposas, amigas, namoradas, etc. Eles também têm em versão masculina, mas depois vêm outros: cozinheira, enfermeira, bombeira, gestora do lar, economista, gestora de tempo, pluridisciplinar, líder, problem solver, enfim…
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E se o mundo acabasse este ano?
Um dos filmes que está no top dos cinemas em Portugal é o 2012. A história prende-se com o suposto terminar do mundo com um grande cataclismo em 2012. Não que seja fatalista, mas tudo isto fez-me pensar, estava eu numa das minhas pausas para meditação, como muitas vezes faço ao longo da semana, quando preciso de me centrar novamente no que importa e deixar a azáfama à minha volta assentar. A minha mente passou por diversas coisas, pela vida, pelas empresas, pelas pessoas que as lideram, pelas pessoas que fazem parte delas, enfim, o meu pensamento foi passando por estes temas, mas com uma linha condutora muito simples. Quando deixarmos este mundo, qual vai ser o legado que vamos deixar em cada uma destas áreas? Pode parecer uma questão simples, mas eleva o campo da liderança para um nível completamente diferente. Como líder, ando cá por andar, ou quero, de facto, deixar cá algo quando morrer? Como empresa, vamos existir somente pelo lucro, ou vamos conseguir fazer a diferença, seja pelo contributo que damos para a sociedade como membro ativo pagando impostos ou gerando receitas e postos de trabalho, seja pelas contribuições noutras áreas de âmbito mais social? Como pessoas que fazemos parte das empresas, qual o nosso legado? Seremos somente “empregados”? Ou vamos deixar algo mais após a nossa passagem? Como Pais, como Mães, como amigos, como colegas… Penso que já apanhou a ideia, ou talvez não. Que impacto tenho eu no mundo à minha volta? Um dos modelos que defendemos frequentemente nos programas de Liderança que implementamos nos nossos clientes passa por um paradigma. A Liderança é intrapessoal ou é interpessoal? Ou seja, prende-se com aspectos externos ao líder ou com aspectos internos? No nosso entender, o verdadeiro paradigma não é “ou”, mas “e”. Um líder para ser líder tem de ter as duas vertentes bem desenvolvidas.… [ Ler mais… ]
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Sabe como motivar-se em tempos de crise?
Uma das coisas que hoje em dia é impossível de ignorar é a famosa crise. Está presente em todos os noticiários, na boca do povo, na mente dos nossos clientes e, consequentemente, nas nossas mentes. Curiosamente, uma das coisas que mais tem acontecido nos últimos tempos, é que cada vez mais empresas nos chamam para motivar as suas equipas de vendas. São programas de meio dia a 1 dia em formato intensivo, apenas sobre aquilo que designamos por ferramentas psicológicas da venda. O sucesso destas iniciativas tem sido tão grande que decidimos até lançar o nosso primeiro Congresso Nacional dedicado a esse tema. “Desempenho e Motivação Comercial em Tempo de Crise”. Mas afinal de contas como é que eu, Vendedor (se quiserem usar eufemismos, podem usar outras designações, tais como comercial, consultor comercial, técnico comercial, gestor de clientes…), posso utilizar estas ferramentas para me motivar? Se calhar uma parte do problema começa precisamente aqui. Na carga “genética” da palavra Vendedor.
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E se o tempo andasse para trás?
E não o vamos massacrar de novo com a crise… já chega tudo o que os media nos fazem chegar a toda a hora sobre desemprego, subprime, queda das bolsas, falta de confiança nos bancos. Estamos a falar numa análise que muitos responsáveis de empresas e sectores têm receio de fazer, mas que poderá fazer a diferença ao encarar os momentos bons e maus que a vida empresarial nos dá. Como consultores de dinamização empresarial, apoiamos o pensamento criativo e a partilha de ideias entre os colaboradores, mas uma parte considerável da nossa acção está centrada no responsável da empresa ou de um sector. E que abordagens trabalhamos? 1. Vamos imaginar que começava HOJE a sua empresa… Sabendo o que sabe hoje, existe algo que faça ou fez e que não voltaria a fazer? Infelizmente, muitos empresários começam empresas de um modo, e vão arrastando situações ou acções pouco claras durante bastante tempo. Ainda vai a tempo de deixar de fazer o que está a fazer mal? Poderia fazer uma lista do que tem de parar de fazer e rever a situação atual?
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