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Pense na última vez que discutiu um preço. Foi numa sala, olhos nos olhos? Ou foi num email às seis da tarde, entre duas reuniões? A maior parte das negociações já acontece por escrito — e quase ninguém treina isto.
Neste vídeo, o José de Almeida explica porque é que por escrito cada palavra pesa mais e dura mais. Uma concessão dita numa reunião esquece-se; uma concessão escrita fica registada, é reencaminhada e passa a ser o novo ponto de partida. Deu oito por cento num email? Já não os recupera.
Artigo completo: Negociação por Escrito: Como Fechar por Email e Mensagem Sem Perder Terreno
Negociação por escrito: o que não coube no vídeo
O vídeo cabe em dois minutos. O contexto não cabe. Estes três ângulos não estão no artigo original — complementam-no para quem quer aplicar já na próxima semana.
O email de proposta, linha a linha
- Nunca ponha o preço sozinho numa linha. O número tem de aterrar em cima de uma razão — o valor primeiro, o preço a seguir.
- Corte o «só», o «pequeno», o «apenas». «É só mais 200 euros» ensina o cliente a achar que 200 euros não é nada — e depois não é mesmo.
- Termine sempre com o próximo passo marcado por si. Uma proposta que acaba em «fico a aguardar» entrega o relógio ao comprador.
O silêncio: a arma que muda de dono no escrito
- Numa sala, três segundos calado são uma ferramenta. Por escrito, três horas sem resposta são uma tortura — e é quase sempre o comercial que a quebra.
- Não reescreva a descer o preço só porque o cliente não respondeu. O silêncio dele não é um «não»; é, muitas vezes, uma reunião interna que ainda não acabou.
- Se tem de reabrir a conversa, reabra-a com uma pergunta ou uma informação nova — nunca com uma cedência a pedir desculpa por existir.
Quando fechar o portátil e pegar no telefone
- Quando o tom começa a azedar. O sarcasmo lê-se sempre ao contrário no escrito, e um mal-entendido puxa outro.
- Quando dá por si a melhorar a oferta só porque o outro se calou. Isso não é negociar; é leiloar contra si próprio.
- Quando há três emails para explicar o que uma chamada de cinco minutos resolvia. O difícil não se escreve. Fala-se.
Para mais contexto, ver também Âncoras na Negociação: Quem Faz a Primeira Proposta? e Negociar com as Compras: Como Não Ceder Margem.
A negociação por escrito tira-lhe o tom, a pausa e o sorriso que desarma — e dá-lhe em troca uma coisa que a sala não dá: tempo para pensar antes de responder. Quem trata cada email como um movimento pensado, e não como uma resposta a quente, fecha sem ceder terreno. As três regras completas, com exemplos, estão no artigo desta semana.
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A formação comercial da Ideias e Desafios treina comerciais a ancorar, a responder a objeções e a conduzir negociações por email e mensagem sem ceder terreno nem margem.
