A Técnica da Avestruz: As Fugas Disfarçadas de Trabalho | Vídeo

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Ideias e Desafios
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Há comerciais com a agenda cheia, a secretária atulhada e o número teimosamente em baixo ao fim do mês. Não são preguiçosos — são, muitas vezes, as pessoas mais atarefadas do escritório. E é aí que está a armadilha.

Neste vídeo, o José de Almeida desmonta a técnica da avestruz: enfiar a cabeça na areia sem nunca deixar de parecer ocupado. Arrumar o CRM para não pegar no telefone, ligar à lead morna para não enfrentar o negócio grande, aceitar um «talvez» porque um «não» fecha a porta. Por baixo de cada fuga há um medo — e o medo dá a si próprio nomes bonitos: rigor, preparação, prioridades.

Artigo completo: A Técnica da Avestruz: As Fugas que os Comerciais Disfarçam de Trabalho

Técnica da avestruz: o que não coube no vídeo

O vídeo cabe em dois minutos. O contexto não cabe. Estes três ângulos não estão no artigo original — complementam-no para quem quer aplicar já na próxima semana.

As três perguntas que abrem o dia (não o fecham)

  1. De que fugi hoje? A resposta honesta dói — e é exatamente por isso que aponta para o trabalho que interessa.
  2. O que fiz aproximou-me de fechar negócios, ou só me manteve ocupado? Ocupação não é progresso.
  3. Qual é a conversa incómoda que ando a adiar há mais tempo? Essa é a que deve abrir o dia de amanhã, não a de depois de amanhã.

Como distinguir preparação a sério de fuga bem vestida

  1. Preparação tem prazo e fim: estuda-se o cliente, monta-se a abordagem, faz-se a chamada. Fuga não fecha nunca — há sempre mais um dado a confirmar.
  2. Se a tarefa «segura» aparece sempre à hora a que devia estar ao telefone, não é método. É calendário do medo.
  3. Regra simples: a preparação prepara uma ação com data marcada. Se não há ação a seguir, não estava a preparar — estava a esconder-se.

O funil de «talvez» e como limpá-lo sem drama

  1. Um funil cheio de «talvez» é um funil cheio de mentiras que contamos a nós próprios. Aquilo não são oportunidades; são adiamentos com boa apresentação.
  2. A pergunta que limpa: em qual destes negócios apostaria o meu próprio dinheiro? Os outros saem da folha.
  3. Dê uma última ronda de contactos com prazo — e depois arquive sem culpa. Mais vale um funil pequeno e verdadeiro do que um grande cheio de ilusões.

Para mais contexto, ver também Prospeção a Frio: o Guião da Chamada e Atividade Comercial: do Objetivo Anual à Meta Diária.

A técnica da avestruz não se cura com mais horas nem com mais tarefas — cura-se com honestidade e com uma chamada. A coragem comercial não é ausência de medo: é fazer a chamada com o medo instalado no estômago. O desafio desta semana é o mais simples de todos: feche o vídeo e faça a chamada que anda a adiar. Sim, essa. As seis fugas, uma a uma, estão no artigo.

Quer uma equipa que age em vez de se esconder na ocupação?

A formação comercial da Ideias e Desafios treina comerciais a distinguir atividade de progresso, a limpar o funil e a fazer as chamadas difíceis — as que fecham negócio.


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