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Uma empresa fatura 2 milhões de euros em 2026 e quer chegar aos 2,2 milhões em 2027. Na reunião de planeamento, alguém faz a conta: faltam 200 mil euros de negócio novo. Cada negócio novo vale 20 mil euros, de cada quatro propostas sai uma venda e há quatro comerciais, por isso são 10 negócios, 40 propostas e menos de uma proposta por comercial por mês. A sala respira de alívio.
O pressuposto está errado: a conta parte do princípio de que os 2 milhões deste ano voltam todos no próximo. Basta que 10% da carteira saia para já não faltarem 200 mil euros, mas 400 mil: 20 negócios, 80 propostas, quase duas por comercial por mês. O plano que parecia folgado precisa do dobro do trabalho.
O vídeo mostra a folha do plano que saiu dessa reunião e corrige-a no ecrã, linha a linha. A conta que vem antes do objetivo é a da perda da carteira, o número que mais vezes falta nos planos, e estima-se cliente a cliente, com nomes, em vez de uma percentagem a olho.
Depois vêm os cinco blocos de um plano que cabe numa página. A quem se vende, e a quem não. Três apostas, cada uma com valor, responsável e data. Seis números, e as três contas que saem deles e do valor das apostas. O ritmo de revisão semanal, mensal e trimestral. E os riscos, com a resposta já decidida. Uma página obriga a escolher; trinta diapositivos têm espaço para tudo, e é esse o problema.
A pergunta que separa um plano de uma lista de desejos vem no bloco das apostas: a soma das três apostas cobre o que falta conquistar? Se não cobre, o plano tem de dizer de onde vem a diferença, e isto custa menos em novembro do que em junho.
A ferramenta Plano Comercial 2027 numa Página faz as contas e devolve o plano em PDF, pronto para a reunião de arranque do ano.
Veja também o artigo completo: Plano Comercial 2027 Numa Página: a Conta que Falta Fazer
