Vendas, Negociação e Liderança

449 artigos sobre técnicas de vendas, negociação, liderança e coaching comercial por José de Almeida.

Equipa Comercial Sem Resultados: O Plano de Recuperação
Liderança e Coaching·8 Jun 2026·12 min. de leitura

Equipa Comercial Sem Resultados: O Plano de Recuperação

Tem uma equipa comercial sem resultados há dois, três trimestres seguidos e já não sabe onde pegar? O número que devia subir teima em ficar parado, as reuniões de vendas começam a ter aquele ar de funeral, e por dentro fica a pensar se o problema são as pessoas, se é o mercado, se é de si próprio. Bem-vindo ao momento mais incómodo da vida de um diretor comercial. E também ao mais importante. Porque é fácil liderar uma equipa que está a ganhar. Toda a gente sabe dar palmadinhas nas costas quando os números aparecem sozinhos. O que separa um líder comercial dos restantes é o que faz quando a equipa para de produzir. É aí que se vê quem tem método e quem só tinha sorte. Vou ser direto consigo: não há varinha mágica. Mas há um plano. E o plano começa por parar de fazer aquilo que quase toda a gente faz quando os resultados não aparecem. O que NÃO fazer quando a equipa não vende Deixe-me adivinhar o que já tentou. Mandou um e-mail a lembrar a equipa de que “os objetivos são para cumprir”. Aumentou a pressão na reunião de segunda-feira. Pôs um gráfico vermelho no quadro para toda a gente ver. E, no fundo do coração, começou a olhar para a folha de cálculo a pensar quem é que vai ter de sair. Reconhece-se? Não se sinta mal, é a reação mais humana do mundo. Quando o barco começa a meter água, o instinto é gritar mais alto. O problema é que gritar mais alto não tapa buracos. ▶ DICA Pressão sem diagnóstico é só ruído. Uma equipa que já está em baixo não precisa de mais um sermão. Precisa de saber, em concreto, o que vai fazer amanhã de manhã diferente do que fez hoje.… [ Ler mais… ]

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CRM na Prática: Como Usar o CRM para Vender Mais (e Não Apenas Preencher Dados)
Vendas·1 Jun 2026·12 min. de leitura

CRM na Prática: Como Usar o CRM para Vender Mais (e Não Apenas Preencher Dados)

Aqui há uns anos largos, estava a acompanhar uma equipa comercial de uma empresa de equipamento industrial, ali para os lados de Aveiro. Tinham acabado de gastar uma pequena fortuna num CRM novo, com tudo a que se tem direito. Painéis bonitos, gráficos coloridos, automatismos. Sento-me ao lado do melhor vendedor da casa, um senhor com trinta anos de estrada. Peço-lhe para me mostrar o pipeline dele no sistema. Ele olha para mim, sorri, e tira do bolso um caderno todo dobrado. «O CRM é para o patrão ver. Os negócios a sério estão aqui», disse-me, a apontar para o caderno. E aqui está, em três segundos, o drama da maior parte das empresas portuguesas. Têm o sistema. Não têm o hábito. Falta-lhes o CRM na prática. Vamos então falar de CRM na prática — não da brochura do fornecedor, mas do que realmente faz vender mais. Prefere ver em vídeo? Veja a versão curta. CRM na prática: o paradoxo do sistema que ninguém usa Pense comigo. A empresa investe milhares de euros numa ferramenta. Dá formação. Pede a toda a gente para preencher. E, seis meses depois, os melhores comerciais continuam a vender de cabeça, com um Excel à parte e uns post-its no monitor. Como é que isto acontece? Acontece porque o CRM foi vendido como uma ferramenta de controlo, não como uma ferramenta de venda. A direção quer saber «em que ponto está cada oportunidade». O comercial percebe a mensagem ao contrário: «isto é controlo». E quando uma ferramenta cheira a controlo, o comercial faz o mínimo. Preenche à pressa, à sexta-feira ao fim do dia, para o relatório não vir vermelho. Mete lá uns dados muito resumidos. E o CRM transforma-se naquilo que eu chamo um cemitério de dados — cheio, bonito, e completamente morto. ▶ AVISO À NAVEGAÇÃO O problema quase nunca é o software.… [ Ler mais… ]

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Proposta de Valor: Como Diferenciar a Sua Oferta da Concorrência
Estratégia e Gestão·1 Jun 2026·14 min. de leitura

Proposta de Valor: Como Diferenciar a Sua Oferta da Concorrência

Faço-lhe uma pergunta simples e quero que responda em voz alta, agora, antes de continuar a ler: o que é que a sua empresa vende? Se a sua resposta começou com “vendemos software de gestão”, “fazemos consultoria financeira”, “somos uma agência de marketing” ou — o meu favorito — “somos líderes de mercado no nosso setor”, tenho uma má notícia para si. Acabou de me dizer o que faz. Não me disse nada sobre o valor que entrega. E essa diferença, que parece subtil, é a diferença entre uma empresa com uma proposta de valor clara e uma empresa que passa a vida a dar desconto. Durante anos vi comerciais brilhantes a perder negócios não porque o produto era pior, mas porque nunca souberam explicar por que razão valia mais. Faltava-lhes uma proposta de valor que o cliente percebesse. Quando não consegue mostrar valor, o cliente só tem uma forma de o comparar com a concorrência: o preço. E a guerra do preço é a única guerra em que ganhar continua a doer. Hoje vamos arrumar isto de uma vez. Vou mostrar-lhe o que é mesmo uma proposta de valor, como construí-la peça a peça com uma ferramenta simples, e como traduzir tudo numa frase que o cliente percebe em dez segundos. O erro comum: confundir o que faz com o valor que entrega Existem milhares de empresas em Portugal a competir a preço sem darem por isso. Não escolheram esse caminho de propósito — caíram nele porque nunca clarificaram a proposta de valor. O sintoma é sempre o mesmo. Pergunte a três comerciais da mesma empresa o que vendem e recebe três respostas diferentes, todas centradas no produto: as funcionalidades, os anos de experiência, a dimensão da carteira de clientes. Tudo verdade. Tudo irrelevante para quem está do outro lado da mesa.… [ Ler mais… ]

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Negociar com as Compras: Como Não Ceder Margem ao Departamento de Procurement
Negociação·1 Jun 2026·14 min. de leitura

Negociar com as Compras: Como Não Ceder Margem ao Departamento de Procurement

Anos atrás, sentei-me com um comercial experiente de um cliente meu, no rescaldo de uma reunião em que tinha acabado de perder o negócio. Tinha entrado no departamento de compras de uma grande empresa cheio de confiança, com a apresentação afinada, o produto na ponta da língua. Saiu de lá com menos 14% de margem e a sensação estranha de que tinha sido simpático demais. «Eles nem foram agressivos», dizia-me. «Foi tudo muito civilizado.» Pois foi. E é precisamente por isso que é perigoso: o comprador profissional que o fez sangrar não levantou a voz uma única vez. É chato, mas é preciso dizê-lo: quem se senta a negociar com as compras sem perceber como o outro lado é treinado, avaliado e pago entrega a sua margem sem dar por isso. O comprador não é o seu inimigo — é um profissional que faz o trabalho dele, e pelos vistos muito bem. O problema é quando o comercial chega para vender produto e o outro lado chega para comprar desconto. Vamos então perceber como funciona o lado de lá da mesa — e como se senta com o procurement de igual para igual. Quem é o comprador profissional e como é avaliado Primeiro, percebamos o jogo do outro lado. O comprador de uma empresa séria — o procurement — não é avaliado pela qualidade do que compra. É avaliado pela poupança que gera. Em inglês chamam-lhe savings, e há departamentos inteiros cujo bónus anual depende da percentagem de desconto negociada com os fornecedores ao longo do ano. Pare um segundo para digerir isto. O cliente com quem está a falar tem, como principal indicador de desempenho, conseguir que o fornecedor baixe o preço. Cada euro de desconto que lhe oferece é um euro que entra diretamente no KPI dele. Não é pessoal.… [ Ler mais… ]

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Reuniões de Vendas que Funcionam: Do Primeiro Contacto ao Fecho
Vendas·25 Mai 2026·17 min. de leitura

Reuniões de Vendas que Funcionam: Do Primeiro Contacto ao Fecho

Quarenta e cinco por cento das reuniões comerciais B2B terminam sem um próximo passo agendado. Não é exagero retórico: é o número que a RAIN Group publica todos os anos no relatório anual de top performers. Quase metade do esforço comercial dissolve-se entre o aperto de mão final e o silêncio que se segue. O problema raramente está no produto. Está em como as reuniões de vendas são preparadas, conduzidas e fechadas. A maior parte dos comerciais ainda entra numa sala (física ou virtual) a confiar na intuição. Faz a apresentação, responde a duas perguntas, troca cartões, sorri, e sai sem saber o que acontece a seguir. Duas semanas depois, manda um e-mail a perguntar “alguma novidade?”. O cliente responde três dias mais tarde com “ainda estamos a analisar”. E o negócio entra numa zona cinzenta de onde poucos saem. Boas reuniões de vendas não acontecem por acaso: constroem-se com método. Este artigo é um manual prático. Oito passos, do primeiro contacto ao fecho, escritos para comerciais que vendem soluções complexas a empresas, não para quem vende detergente ao quilo. O que distingue uma reunião de vendas que vende Existem três variáveis que separam reuniões de vendas produtivas de uma conversa simpática: preparação, estrutura e pedido final. As três falham por motivos diferentes, mas o resultado é sempre o mesmo: pipeline parado. A Harvard Business Review tem documentado, ao longo da última década, que os comerciais com taxa de conversão acima da média partilham um padrão: passam mais tempo a preparar do que a apresentar. Em média, duas horas de preparação para cada hora de reunião. O comercial mediano faz o contrário: uma hora de reunião com cinco minutos de leitura do LinkedIn no parque de estacionamento. A diferença não é talento. É método. Uma reunião comercial bem conduzida tem três tempos claros: abertura curta, discovery longo, fecho preciso.… [ Ler mais… ]

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A paixão por vender: a arte de quem ama, vs o suplício de quem aguenta
Liderança e Coaching·25 Mai 2026·15 min. de leitura

A paixão por vender: a arte de quem ama, vs o suplício de quem aguenta

Aqui há uns anos largos, num jantar de fim de formação com uma equipa comercial de uma seguradora, fiz a pergunta que costumo fazer sempre que o ambiente já está descontraído: «Quem aqui, sinceramente, ainda gosta de vender?» Éramos doze à mesa. Levantaram a mão três. Os outros nove olharam para o prato como se a sopa tivesse, de repente, ficado interessantíssima. Foi nesse momento que percebi, com clareza brutal, que a paixão por vender tinha desaparecido daquela sala. E que aquela equipa ia continuar a cumprir objetivos durante mais um ano ou dois, até que um deles, o melhor, ia sair para outro lado, e os outros oito iam ficar a aguentar. Existe uma diferença enorme entre amar vender e aguentar vender. E não é uma diferença académica: é a diferença entre construir uma carreira ou arrastar uma profissão. Entre acordar com vontade de pegar no telemóvel ou acordar com aquela sensação no estômago de quem sabe que tem três reuniões e nenhuma delas o entusiasma. A paixão pelo ato, não pelo produto Quero deixar isto claro logo no início, porque é a primeira confusão que aparece sempre que falo deste tema em formação: a paixão por vender não é a paixão pelo produto. São coisas diferentes. E confundir as duas é a forma mais rápida de partir uma carreira comercial ao meio. Quem ama o produto fica preso a ele. Quando o produto envelhece, quando o mercado muda, quando a empresa pivota a oferta, esse comercial entra em crise existencial. Já vi acontecer dezenas de vezes. «Mas eu acreditava tanto naquela máquina…» Eu sei. Mas a empresa deixou de a fabricar e o mundo seguiu em frente. Você é que ficou parado. Quem ama o ato de vender é diferente. Essa pessoa pode trocar de empresa, de setor, de produto, de mercado, e a paixão segue com ela.… [ Ler mais… ]

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