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«Quando foi a última vez que se sentou, a sós, com cada um dos seus comerciais, só para falar dele?» Faça esta pergunta a um diretor comercial e repare no silêncio que se segue. Falar, fala-se todos os dias — no corredor, a despachar uma encomenda, a apagar fogos. Mas reunião individual, marcada, com início e fim? Quase nunca.
Neste vídeo, o José de Almeida explica porque é que a reunião mais importante de um gestor comercial é, quase sempre, a que menos vezes acontece: a conversa a sós sobre a pessoa, e não sobre a carteira. É esse o ritmo que separa as equipas que crescem das que andam à deriva.
Artigo completo: Reuniões Individuais (1:1) com a Equipa Comercial
Reuniões individuais: o que não coube no vídeo
O vídeo cabe em dois minutos. O contexto não cabe. Estes três ângulos não estão no artigo original — complementam-no para quem quer aplicar já na próxima semana.
Porque é que um 1:1 não é uma reunião de pipeline
- A reunião de pipeline é sobre o trabalho: que negócios estão abertos e quando fecham. É coletiva e necessária, mas não é isto.
- O 1:1 é sobre a pessoa que faz o trabalho: onde tropeça, que pedra lhe tiro do caminho, o que precisa de aprender para dar o salto.
- Se a conversa termina sempre no forecast, deixou de ser um 1:1 — virou pipeline disfarçado, e a pessoa, que era o que importava, ficou de fora.
Os três blocos de um 1:1 que vale o tempo
- A pessoa: comece por ela, não pelos números. «Como está a correr a semana? O que te anda a tirar o sono?» Cale-se e oiça.
- Os obstáculos: «O que te impede de fechar o que tens em mãos? O que precisas de mim?» Aqui o chefe deixa de ser fiscal e passa a desbloqueador.
- O desenvolvimento: uma coisa, só uma, para treinar até à próxima. Não dez. O líder é um alfaiate — não há um fato que sirva a todos.
A cadência e a regra dos dois terços
- Semanal ou quinzenal, mas sagrada. Cancelar «só desta vez» é o sinal mais caro que um líder envia sem dar por isso.
- Trinta minutos de qualidade todas as semanas valem mais do que duas horas uma vez por ano, na avaliação. A confiança constrói-se na cadência, não num evento.
- Conte mentalmente quem fala: o comercial deve falar dois terços do tempo. Se for ao contrário, está a dar um sermão, não a fazer coaching.
Para mais contexto, ver também A Arte de Delegar: o Guia do Líder Comercial e Atividade Comercial: do Objetivo Anual à Meta Diária.
As reuniões individuais não são mais uma reunião na agenda: são o sítio onde a relação que explica a maior parte do envolvimento da equipa se constrói. A sós, com ritmo, com a pessoa no centro. Quem as marca e as respeita, lidera; quem as adia, gere à deriva. A estrutura completa está no artigo desta semana.
Quer chefes de equipa que desenvolvem em vez de só cobrar?
A formação em liderança da Ideias e Desafios treina gestores comerciais a conduzir reuniões 1:1 que desenvolvem a equipa — com estrutura, cadência e a regra dos dois terços.
