Previsão de Vendas: Como Parar a Montanha-Russa | Vídeo

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«Como vai ser o trimestre?» Faça a pergunta a um gestor de PME e, na maior parte das vezes, recebe um encolher de ombros: «Sabe Deus. Há meses em que não há mãos a medir, há meses em que ninguém atende o telefone.» É a montanha-russa de sempre. Sobe, desce, e no fim para no mesmo sítio onde entrou.

Neste vídeo, o José de Almeida mostra que a previsão de vendas não é futurologia nem bola de cristal. É olhar para o que já está em cima da mesa — as oportunidades reais do funil — e ler esses números com critério, em vez de os ler com o coração. A frieza, aqui, é uma virtude.

Artigo completo: Previsão de Vendas: Como Tornar os Resultados Previsíveis

Previsão de vendas: o que não coube no vídeo

O vídeo cabe em dois minutos. O contexto não cabe. Estes três ângulos não estão no artigo original — complementam-no para quem quer aplicar já na próxima semana.

3 sinais de que a sua previsão é só um desejo

  1. Quando pergunta quanto fecha este mês, ouve «acho», «quase», «de certeza» — e nenhum critério por trás. São as três palavras mais caras das vendas.
  2. O funil está cheio de oportunidades sem data de decisão nem próximo passo marcado. Cheio de «talvez» não é cheio: é entulho.
  3. A quota foi calculada com as previsões da equipa e mesmo assim não se cumpre. Se a previsão fosse boa, a quota saía.

Como ponderar o pipeline por fase (e não por otimismo)

  1. Atribua a cada fase do funil uma probabilidade real, lida do histórico, não da vontade. Uma proposta enviada não vale o mesmo que uma reunião marcada.
  2. Pese cada oportunidade por essa fase. A soma ponderada é a previsão; a soma bruta é o conto de fadas.
  3. Reveja os critérios de avanço de fase. Se qualquer negócio «promissor» salta para o fim do funil, a fase não significa nada.

O ritmo de revisão que troca surpresas por decisões

  1. Marque uma revisão curta do funil por semana. O que é medido com regularidade acontece; o que se vê uma vez por trimestre, surpreende.
  2. Siga a ordem dos indicadores: a atividade alimenta o pipeline, o pipeline alimenta o fecho. Quem só olha para o fecho vê o fumo, não o lume.
  3. Aja a tempo: um funil que seca daqui a oito semanas vê-se hoje, se houver leitura. Quem prevê, decide cedo; quem adivinha, paga depois.

Para mais contexto, ver também Atividade Comercial: do Objetivo Anual à Meta Diária e Perfil de Cliente Ideal: Vender ao Cliente Certo.

A previsão de vendas não tira a empresa da montanha-russa com um discurso à segunda-feira. Tira com critério: ler o funil a frio, ponderar por fase e rever o ritmo todas as semanas. Ou a empresa prevê, ou continua a ser a sorte a decidir por ela. O método completo está no artigo desta semana.

Quer uma equipa que preveja em vez de adivinhar?

A formação comercial da Ideias e Desafios treina comerciais e gestores a ler o pipeline com critério, ponderar por fase e antecipar o resultado — em vez de viver aos solavancos.


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