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Duas escolas erradas dominam o humor nas reuniões comerciais: a de quem jura que negócio é coisa séria e um sorriso é falta de profissionalismo, e a do animador de serviço que não deixa objeção por rir. Entre o frete e a palhaçada perde-se o essencial: o humor bem usado é ferramenta comercial à séria.
Neste vídeo, o José de Almeida mostra o que a investigação de Stanford diz sobre humor, competência e confiança. Mostra também o traço comum de todo o humor que funciona numa venda: nunca ser à custa de ninguém. E as alturas em que a melhor graça é não fazer graça nenhuma.
Artigo completo: Humor na Venda: Fazer Rir sem Estragar o Negócio
Humor na venda: o que não coube no vídeo
O vídeo cabe em dois minutos. O contexto não cabe. Estes três ângulos não estão no artigo original — complementam-no para quem quer aplicar já na próxima semana.
Três registos que funcionam em qualquer reunião
- Rir-se de si primeiro: a graça leve sobre o próprio percurso mostra confiança e não belisca ninguém.
- O óbvio partilhado: comentar o que os dois têm à frente (a obra do outro lado da rua, o café da máquina) cria um «nós» sem risco nenhum.
- O calo comum do setor: rir do que todos sofrem, das folhas de cálculo que nunca morrem às reuniões que podiam ser um email. É cumplicidade, não crítica.
O termómetro: como saber a dose
- Leia o registo do cliente antes da primeira graça. Quem responde seco à conversa de circunstância está a dizer-lhe o tom da reunião.
- Comece leve e suba devagar: um sorriso é licença para a próxima. Uma cara fechada é ordem para arrumar a brincadeira.
- Em videochamada, o humor perde metade do contexto. Sem a sala e sem o café, sobra a expressão. Reduza a dose.
Humor por escrito: outro campeonato
- No email, a ironia lê-se ao contrário com uma facilidade assustadora. Se a frase puder ser lida a sério, vai ser.
- Uma piada fraca não se salva com emojis. E numa proposta formal, os emojis cortam mais credibilidade do que acrescentam simpatia.
- Nas redes, ria-se do processo (a prospeção, os emails de acompanhamento sem resposta), nunca das pessoas. O processo não se ofende.
Para mais contexto, ver também Seguimento Comercial: a Cadência que Fecha e Prospeção a Frio: o Guião da Chamada.
O humor na venda não pede que seja engraçado: pede que seja leve, que leia a sala e que nunca ria à custa de ninguém. Feito assim, baixa a tensão, aproxima o cliente e fica na memória muito depois de a proposta ter sido esquecida. O guia completo, com o que funciona e o que estraga, está no artigo desta semana.
Quer uma equipa que cria relação sem perder credibilidade?
A formação comercial da Ideias e Desafios treina comerciais a ler a sala, criar relação com o cliente e conduzir reuniões que ficam na memória, pelas razões certas.
