Vendas, Negociação e Liderança
449 artigos sobre técnicas de vendas, negociação, liderança e coaching comercial por José de Almeida.

O “Networking” faz parte da sua atividade comercial?
Nas vendas, como em tudo na vida, quanto maior for a nossa rede de networking de contactos, mais portas temos a possibilidade de abrir. As pessoas gostam de fazer negócio com as pessoas que conhecem e em que confiam. Gostam, acima de tudo, de recomendar apenas as pessoas em que confiam. O processo de “Networking” ou de criar e dinamizar uma rede de contactos é um dos mais valiosos para a atividade comercial. A verdade é que se olhar à sua volta, as pessoas que possuem uma vasta rede de contactos raramente estão desempregadas por muito tempo. São também aquelas que conseguem entrar em clientes em que muitas vezes os outros não conseguem. Manter uma rede de contactos não é tarefa fácil, é algo que envolve investimento de tempo e, acima de tudo, um processo de “Networking” organizado e sistemático. Um dos maiores erros que vejo frequentemente é o facto de os comerciais despenderem tempo e energia com pessoas que não vão ser de nenhuma mais-valia neste processo. Mesmo quando os vejo nos eventos, supostamente a altura ideal para conhecer novas pessoas, têm tendência a associar-se a pessoas que possuem uma rede de contactos muito fraca ou até inexistente. Quando fazemos “Networking”, temos de pensar sempre em qual é a mais-valia do contacto que estamos a estabelecer. Não nos adianta de nada estarmos a investir tempo com pessoas que não sejam uma mais-valia para a nossa atividade. Trata-se, por certo, de uma atitude um pouco egoísta, mas temos de pensar que o tempo que temos não é infinito. À semelhança dos nossos recursos financeiros, temos de saber investi-lo, para termos os melhores resultados possíveis. O nosso objetivo será investir tempo com pessoas que nos possam ajudar em termos comerciais ou profissionais. Uma das questões que nos colocam habitualmente nos cursos é: “Então qual o melhor sítio ou sítios para conhecer as pessoas que nos interessam neste âmbito?”.… [ Ler mais… ]
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Vende valor ou preço?
Vende valor ou preço? Ou está apenas preocupado em dar o preço? Se não for a sua empresa a gerar valor ao cliente e a dar a entender esse mesmo valor, não será o cliente a avaliá-lo. Primeiro que tudo, as empresas têm de se consciencializar que o cliente tem de estar no centro de tudo o que fazem. Enquanto as acções, marketing, atividades, e tudo o que se faz na empresa não estiver orientado a 100% para o cliente, será muito difícil construir este valor. E para pensar em “clientês”, precisamos apenas de ter em mente e dar a entender às equipas que sem eles não se justificava a existência da empresa! Por essa razão, desde a recepcionista ao Administrador, passando por todas as outras funções e cargos que a empresa tem, tem de existir esta missão de servir o cliente. E isto é válido em qualquer ramo de negócio, em qualquer indústria e em qualquer parte do país. Um dos exercícios mais interessantes que fazemos com equipas é a criação de um mapa de valor. Este mapa pode ter várias aplicações, mas engloba no fundo um conjunto de variáveis, que dependem do tipo de negócio, mas que nos levam a diferenciar VALOR do PREÇO. Uma ressalva importante: existem sempre os chamados “cliente preço”. Ou seja, nada mais interessa do que o valor final de pagamento. E podemos dizer que num contexto de crise, o preço é um dos fatores decisivos na escolha de determinado produto ou serviço. Mas nem todos os clientes são assim! E aflige-me quando as equipas não são capazes de entender e de potenciar o valor que podem gerar ao cliente para que a escolha deste não seja baseada apenas no preço. E quais são as variáveis deste tal mapa de valor? Como são muitas, vamos aqui falar das que são mais comuns e transversais a muitos negócios diferentes.… [ Ler mais… ]
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Sabe qual é a regra de ouro nas vendas?
Quando falamos de regra de ouro nas vendas, provavelmente não está a ver o que queremos dizer, mas se lhe falar da regra de ouro da Bíblia: “Faz aos outros o que queres que te façam a ti”, provavelmente já consegue entender a referência. “Mas o que é que isto tem a ver com vendas?”, estarão vocês a pensar. Esperem um pouco que já vão perceber. Gostaria que pensassem comigo. Sendo uma regra universal, será que também funciona a nível das Vendas? Vamos lá analisar. Se eu for vender aos outros da mesma forma como gosto que me vendam a mim, o que é que acontecerá? Bem, no meu caso específico, quando compro algo, gosto de ver o produto, analisar todas as informações disponíveis, tomar uma decisão, e, quando vou à loja, muitas das vezes já vou com a decisão mais do que tomada. Quando estou a escolher algo, necessito normalmente de ver o que estou a comprar. Gosto que o vendedor seja direto e não perca muito tempo com pormenores. Agora imaginem que o vendedor que está do outro lado é completamente o oposto. Gosta de comprar devagar, experimentando o produto várias vezes até se decidir, pedindo toda a informação disponível na loja. Gosta que invistam tempo nele, conversando pausadamente, e que não o despachem. Se este vendedor decidisse utilizar a regra de que falámos (faz aos outros o queres que te façam a ti), o que é que acham que aconteceria? Existiria com certeza um choque. Eu teria um vendedor a lidar comigo de uma forma totalmente diferente da forma natural como eu gosto de comprar. Já viram o que era se eu fosse um comprador muito despachado e me aparecesse à frente um vendedor muito lento, que falasse pausadamente e demorasse imenso tempo? Na maioria dos casos, a não ser que o produto ou serviço fosse mesmo muito desejável e as condições também, eu não faria negócio.… [ Ler mais… ]
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Como Vendedor, qual é o tamanho do seu Vaso?
Como vendedor, uma das coisas que me tem preocupado ao longo dos tempos tem sido a minha capacidade de evolução profissional e pessoal. Nos primeiros anos da minha vida confesso que a preocupação era muito mais profissional, técnica, se lhe quiserem chamar, hoje em dia, quando procuro distinguir, acho que já me é impossível. “Mas impossível porquê?”, poderão pensar. Impossível porque a minha busca de conhecimento assenta em vários vectores, o técnico, o pessoal, o espiritual e, na maior parte dos casos, estão de tal maneira interligados que muitas vezes o curso ou formação que vou fazer é inicialmente de âmbito profissional, mas o que de lá trago toca em muito as outras vertentes que referi. Penso que tal é resultado de hoje em dia uma das minhas principais preocupações ser a de ser congruente. Congruente, mas o que é ser congruente? No meu caso específico é ter um alinhamento total entre todos os aspectos da minha vida pessoal, profissional, espiritual, etc. Será que é fácil? Claro que não, mas quando nos habituamos a desenhar uma linha no chão e a cumprir com aquilo que definimos como linhas orientadoras da nossa vida, o processo torna-se mais complicado, mas ao mesmo tempo mais simples. Daí que muitas vezes os âmbitos do que faço comecem a ser indistinguíveis. Nem sempre o vejo na primeira instância. Muitas vezes só mais tarde, quando olho para os acontecimentos que me levaram aquele ponto, é que dou conta. Quase como uma criança a ligar os pontos de uma qualquer paciência que estava tão na moda quando éramos mais novos. Em todo este processo de evolução como líder, como vendedor, como marido, como amigo, como formador, e todos os outros papéis que tenho tido na minha vida ao longo dos tempos, existiu sempre uma preocupação. Não deixar que o vaso me impedisse de crescer.… [ Ler mais… ]
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Com quem é o seu compromisso?
Hoje gostava de me focar um pouco sobre um tema que é fundamental no nosso desempenho como vendedores, líderes, pessoas… o compromisso! Quando fazemos formação de Coaching, uma das coisas que é obrigatória, pelo menos nos programas certificados pelo ICF, é que sejamos alvo, como coachee, de um processo de coaching. No nosso entender faz todo o sentido. Se não experimentarmos o processo em condições reais, como é que vamos poder ser bons coaches? Numa das sessões de coaching das quais fui alvo trabalhámos algumas questões que me fizeram pensar. Tratava-se de questões que interligavam um aspecto profissional com um aspecto pessoal meu. Depois de explorarmos o tema, a pessoa que me estava a fazer coaching colocou-me esta pergunta: “Com o que é que está comprometido?” Confesso que a pergunta me abanou de alto a baixo. Nunca tinha pensado na questão desta forma. O meu compromisso sempre tinha sido de algum modo com algo externo. Com um cliente com quem me comprometo a dar 110% nos processos de formação ou executive coaching, com a minha família, com os meus colegas na Ideias e Desafios, mesmo as minhas metas mais ambiciosas tinham um padrão de compromisso externo e não interno. Não que tenha algum mal, acho que estas coisas não se podem analisar como mal ou bem, mas como funcionam ou não funcionam, e quando muito testamos se são ecológicas ou não ecológicas para a pessoa. Por ecológicas entenda-se que respeitam a integridade da pessoa em todos os seus aspectos, físico, emocional, relacional, etc. Mas ao pensarmos nisto a questão que se coloca faz sentido. Com que é que, de facto, estamos comprometidos? Muitas vezes as pessoas com quem trabalhamos, e até mesmo nós próprios, parecem estar comprometidas com tudo menos com aquilo que interessa. Comprometidos com o sair a horas, mas nem sempre com o entrar a horas, com a preguiça quando não queremos sequer pegar num livro e procurar evoluir para no futuro termos melhores chances caso sejamos despedidos, com os clientes para darmos o nosso melhor versus ignorá-los ou tratá-los mal, para não dizer pior, enfim, penso que já apanhou o padrão… Alguém no outro dia me perguntava se o “coaching” era a arte de fazer perguntas.… [ Ler mais… ]
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Alguns fatores de sucesso na venda!
Hoje gostava de me focar fatores de sucesso na venda que influenciam em muito o sucesso comercial. Uma das coisas que mais confusão me faz na atividade comercial prende-se com o facto de a encararmos, por vezes, com demasiada leveza. Este fenómeno ocorre muitas vezes quando os vendedores já têm uma experiência bastante grande e entram naquilo que designamos por “Piloto Automático”. Este fenómeno aparece quando os vendedores se começam a sentir confortáveis com a venda e os passos em termos de preparação que antes faziam são agora ignorados devido a acharem que já sabem tudo e que não vão encontrar nada de novo. Este tipo de atitude é, por vezes, o princípio da transformação de um bom comercial, que até aqui se destacava na equipa, num comercial médio e que não sai da sua zona de conforto. Quando trabalhamos com as equipas comerciais no terreno, procuramos verificar o seu processo comercial com dois objetivos. O primeiro prende-se com a análise de situações de melhoria que possam ser passíveis de serem atingidas. O segundo objetivo está ligado precisamente ao fenómeno do “piloto automático”. Se quisermos explicar este fenómeno em termos cerebrais, embora de uma forma muito simplista, poderíamos encará-lo da seguinte forma: A primeira vez que fazemos algo na vida cria-se uma ligação entre dois ou mais neurónios, também chamada de sinapse ou conjunto de sinapses. Esta estrutura neuronal cria-se na parte superior do cérebro (de uma forma simplificada). A segunda vez que fazemos esse algo na vida, a estrutura reforça-se, a terceira vez reforça-se ainda mais, a quarta ainda mais e por aí adiante. Quando chegamos ao fim de um período de 21 dias ou 3 semanas, em média, dá-se um fenómeno muito interessante. O nosso cérebro, que é uma máquina fantástica, começa a pensar e diz: “Hummm, se estás a utilizar este algo tantas vezes, então se calhar o ideal é que isto fosse automático e não tivesses de pensar quando o fizesses.”… [ Ler mais… ]
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