Etiqueta: Funil de Vendas

Coaching de Prospeção: Como o Líder Treina a Equipa a Encher o Funil
O gestor comercial que se queixa de que a equipa não faz prospeção suficiente costuma ter razão. O problema é que, na maioria dos casos, nunca ensinou ninguém a fazê-la. Cobra números todas as segundas, pergunta «então, quantas chamadas fizeste?», franze a testa quando o funil está vazio, e chama a isto liderança. Não é. É contabilidade. O que falta na maioria das equipas não é pressão, é coaching de prospeção: alguém que se sente ao lado do comercial, perceba onde ele encrava e treine a competência em vez de exigir só o resultado. Gerir atividade não é treinar capacidade Gerir atividade é olhar para os números e cobrar. «Fizeste 20 chamadas? Só 12? Faltam 8.» É útil, é preciso, mas é o trabalho de um polícia de trânsito: multa quem passa o sinal, não ensina ninguém a conduzir. Treinar capacidade é outra coisa. É perceber porque é que o comercial só fez 12 chamadas. Se calhar não sabe a quem ligar. Se calhar tem uma lista de contactos que é um cemitério de nomes velhos. Se calhar liga, leva com uma objeção logo à entrada, encolhe-se, e passa a manhã afogado em tarefas administrativas para não voltar a pegar no telefone. A cobrança, sozinha, nunca chega aqui. Fica-se pelo número. E o número, sozinho, é um sintoma, nunca um diagnóstico. Um líder comercial que só sabe cobrar atividade está a exigir o resultado sem nunca ensinar o método. Às vezes corre bem: há sempre um ou outro comercial que se treina sozinho. Mas a maioria fica à espera de D. Sebastião, de que a prospeção lhe caia no colo. Não cai. A prospeção é uma competência, não um traço de personalidade. E competências treinam-se. Ninguém nasce a saber construir uma lista, escrever uma primeira mensagem que não vá para o lixo, ou aguentar um «não tenho tempo» sem desligar em pânico.… [ Ler mais… ]
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Previsão de Vendas: Como Tornar os Resultados Previsíveis (e Parar a Montanha-Russa)
Numa empresa de confeção têxtil em Guimarães, sentei-me não há muito com o dono numa sala onde se ouviam as máquinas de costura do outro lado da parede. Homem de mão cheia, daqueles que conhecem o negócio de fio a pavio. Perguntei-lhe como ia ser o trimestre. Olhou para mim, encolheu os ombros e respondeu: «Olhe, sabe Deus. Há meses em que não há mãos a medir, há meses em que ninguém atende o telefone. É uma montanha-russa.» Aquela frase ficou-me. Porque a previsão de vendas dele cabia inteira num encolher de ombros. E, no meu contacto diário com comerciais e gestores, percebo que ele não era exceção. É a regra. A maior parte das PME vive aos solavancos: um mês que parece uma festa, outro que parece um funeral. Sobe e desce, sobe e desce. E, no fim, paramos sempre no sítio em que entrámos. Venha então daí nesta viagem. Hoje vamos tirar a sua empresa da montanha-russa e pô-la num percurso que se consegue prever. Carrossel, montanha-russa e o barco que escolhemos Deixe-me recorrer a uma comparação antiga, daquelas que uso há muito porque continua a funcionar. Existem empresas que andam de carrossel. Sobem, descem, dão voltas e não saem do mesmo sítio. É o gestor que todos os anos promete que este será o ano em que organiza o comercial a sério. E todos os anos a promessa fica esquecida na gaveta, ao lado das metas do ano anterior. Roda, roda e fica tudo na mesma. Existem outras que trocaram o carrossel pela montanha-russa. Essas até saem do lugar, mas à custa de subidas e descidas abruptas, daquelas que metem o estômago na boca. Mês recorde, mês de seca. Contratam a correr quando entra trabalho, despedem a medo quando seca. E, no final do ano, voltam ao ponto de partida, exaustos.… [ Ler mais… ]
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Atividade Comercial: Do Objetivo Anual à Meta Diária | Vídeo
Quase todas as equipas têm um objetivo anual. Quase nenhuma sabe quantas reuniões precisa de fazer por semana para lá chegar — e é nessa diferença, logo em janeiro, que se decide quem faz o número e quem passa dezembro a afinar desculpas. Neste vídeo de pouco mais de dois minutos, mostro a matemática invertida da atividade comercial: como descer do número grande de dezembro até uma meta diária que está 100% nas suas mãos. Atividade comercial: o que o vídeo abre e a leitura fecha O vídeo dá-lhe a conta. Estas notas dão-lhe o que quase sempre falha quando alguém se senta finalmente a fazê-la a sério. 3 sinais de que anda a gerir o resultado, não a atividade Sabe o número anual de cor, mas não o trabalho diário. Se consegue dizer a faturação-alvo num segundo e gagueja quando lhe perguntam quantos contactos isso exige por dia, está a gerir um desejo. As reuniões de pipeline falam só de negócios em curso. Nunca de quantas reuniões novas entraram esta semana. O que não se conta, não se gere. Confunde estar ocupado com estar a vender. Agenda cheia de e-mails e CRM, funil vazio de contactos a sério. A azáfama é o disfarce preferido da falta de atividade. 3 erros que rebentam a conta em novembro Rácios otimistas. Planear como se fechasse 1 em cada 2 propostas quando fecha 1 em cada 4. Use os rácios que tem, não os que gostava de ter. Dividir o ano por 12 meses iguais. É fingir que agosto existe. A meta diária tem de refletir a sazonalidade do seu setor. Contar tudo o que mexe. Aquela proposta parada há oito meses não é funil, é arqueologia. Encha a conta com ela e está a enganar-se a si próprio. O que fazer na próxima semana Pegue no objetivo, faça a conta ao contrário (negócios, propostas, reuniões, contactos) e divida por dias úteis.… [ Ler mais… ]
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Atividade Comercial: Do Objetivo Anual à Meta Diária
Quase todas as equipas de vendas que conheço têm um objetivo anual. Quase nenhuma tem um plano de atividade comercial para lá chegar. E é nessa diferença, logo em janeiro, que se decide quem vai fazer o número e quem vai passar dezembro a afinar desculpas. Nos nossos workshops «A Nova Arte de Vender», há uma pergunta que faço há anos e que raramente falha: «Quantas reuniões vai precisar de fazer por semana para chegar ao seu objetivo deste ano?» Mãos no ar? Poucas. Olhares para o teto? Muitos. E repare no contraste: minutos antes, todos na sala sabiam de cor o objetivo anual — o número grande, apresentado com palmas e café na reunião de arranque do ano. Conhecem o número. O que não conhecem é o trabalho diário que esse número exige. Como deve imaginar, nas empresas onde ninguém faz esta conta, em outubro a conversa já não é sobre reuniões. É sobre desculpas. Venha daí nesta viagem, que hoje vamos fazer a conta que quase ninguém faz: transformar um objetivo anual numa meta diária de atividade comercial. Objetivos sem atividade são desejos Um objetivo anual, sozinho, não é um plano. É um desejo com data de validade. Pense comigo: o comercial não controla a venda. O cliente é que decide se compra, quando compra e a quem compra. O que o comercial controla, todos os dias, é a sua atividade comercial: quantos contactos faz, quantas reuniões marca, quantas propostas apresenta. A venda é a consequência. A atividade é a causa. E, no entanto, a maior parte dos planos que vejo só fala da consequência. «Este ano vamos faturar X.» Muito bem. E o que vai cada pessoa fazer na segunda-feira de manhã para isso acontecer? Outra vez silêncio. Não sou só eu a implicar com isto. Um estudo da Vantage Point Performance e da Sales Management Association, publicado na Harvard Business Review, concluiu que as empresas com um processo comercial formal e bem gerido cresceram 18% mais em receita do que as que não o tinham.… [ Ler mais… ]
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