Vendas

Perfil de Cliente Ideal: Vender Mais ao Cliente Certo
Quase todas as equipas comerciais que conheço sofrem do mesmo mal: disparam em todas as direções, fazem propostas a qualquer empresa que aparece e depois queixam-se dos rácios. No meu entender, falta-lhes uma ferramenta simples: um perfil de cliente ideal. Saber exatamente a quem vale a pena vender. E, tão importante como isso, a quem não vale. Venha daí nesta viagem. Lembro-me de um diagnóstico comercial que fiz numa empresa de serviços de engenharia, em Coimbra. A diretora comercial mostrou-me o funil de vendas, cheia de orgulho: «Temos perto de oitenta oportunidades em aberto.» Olhei para a lista com calma e perguntei-lhe: «E quantas destas são empresas que vos interessa mesmo ter como clientes?» Fez-se silêncio na sala. Quando analisámos os números, a história era esta: quase metade daquelas oportunidades estava fora do perfil de clientes com que a empresa ganhava dinheiro. Ciclos de venda intermináveis, descontos atrás de descontos, clientes que davam mais trabalho do que margem. A equipa não tinha um problema de esforço. Tinha um problema de pontaria. O que é o perfil de cliente ideal (e para que serve) O perfil de cliente ideal — ICP, na sigla inglesa que aparece em todos os manuais — não precisa de jargão nenhum. É a resposta, por escrito, a uma pergunta simples: que tipo de empresa ganha mais com aquilo que vendemos e, ao mesmo tempo, nos faz ganhar mais a nós? Repare que a definição tem duas partes. Não chega ser uma empresa que pode pagar. Tem de ser uma empresa onde a nossa solução resolve um problema a sério e onde nós conseguimos entregar com margem, sem que cada entrega se transforme numa dor de cabeça. ▶ DICA O perfil de cliente ideal não é quem pode comprar. É quem ganha mais connosco — e com quem nós também ganhamos.… [ Ler mais… ]
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Qualificação de Oportunidades: BANT, MEDDIC e o Guia Prático para PME
Há uns anos largos, acompanhei uma equipa comercial de uma empresa de software de gestão, no Porto. Tinham o funil cheio. Cinquenta, sessenta «negócios» abertos por comercial. Parecia um exército. Mas no fim do trimestre fechavam três ou quatro. O resto? Fantasmas. Negócios que nunca tiveram pernas para andar, mas que ninguém teve coragem de matar. A qualificação de oportunidades é precisamente isto: a disciplina de decidir, cedo, em que negócios vale a pena gastar o seu tempo — e em quais não vale. Não é burocracia. É sobrevivência. O tempo do comercial é o recurso mais caro que a sua PME tem. Persegui-lo atrás de quem nunca vai comprar é o caminho mais rápido para um funil gordo e uma conta bancária magra. Venha então daí nesta viagem. Vou explicar-lhe dois métodos — o BANT e o MEDDIC — em português acessível, dizer-lhe quando usar cada um, e deixar-lhe uma checklist que pode aplicar já na próxima reunião. Porque é que um funil cheio não é boa notícia Pense comigo. Um comercial que diz «tenho o funil cheíssimo» pode estar a dizer uma de duas coisas. Ou está a vender muito, ou está a colecionar ilusões. Os números não enganam. Segundo a investigação da Korn Ferry (antiga CSO Insights), menos de metade das previsões de vendas dos comerciais acaba em negócio fechado — a taxa de fecho sobre o que está em previsão anda há anos abaixo dos 50%. Por outras palavras: mais de metade do que está no funil de uma equipa típica nunca fecha. E esse «nunca» custa caro: cada reunião, cada proposta, cada acompanhamento dado a um negócio morto é tempo roubado a um negócio vivo. ▶ DICA um funil cheio de negócios não qualificados é como uma despensa cheia de latas fora de prazo. Parece abundância.… [ Ler mais… ]
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CRM na Prática: Como Usar o CRM para Vender Mais (e Não Apenas Preencher Dados)
Aqui há uns anos largos, estava a acompanhar uma equipa comercial de uma empresa de equipamento industrial, ali para os lados de Aveiro. Tinham acabado de gastar uma pequena fortuna num CRM novo, com tudo a que se tem direito. Painéis bonitos, gráficos coloridos, automatismos. Sento-me ao lado do melhor vendedor da casa, um senhor com trinta anos de estrada. Peço-lhe para me mostrar o pipeline dele no sistema. Ele olha para mim, sorri, e tira do bolso um caderno todo dobrado. «O CRM é para o patrão ver. Os negócios a sério estão aqui», disse-me, a apontar para o caderno. E aqui está, em três segundos, o drama da maior parte das empresas portuguesas. Têm o sistema. Não têm o hábito. Falta-lhes o CRM na prática. Vamos então falar de CRM na prática — não da brochura do fornecedor, mas do que realmente faz vender mais. Prefere ver em vídeo? Veja a versão curta. CRM na prática: o paradoxo do sistema que ninguém usa Pense comigo. A empresa investe milhares de euros numa ferramenta. Dá formação. Pede a toda a gente para preencher. E, seis meses depois, os melhores comerciais continuam a vender de cabeça, com um Excel à parte e uns post-its no monitor. Como é que isto acontece? Acontece porque o CRM foi vendido como uma ferramenta de controlo, não como uma ferramenta de venda. A direção quer saber «em que ponto está cada oportunidade». O comercial percebe a mensagem ao contrário: «isto é controlo». E quando uma ferramenta cheira a controlo, o comercial faz o mínimo. Preenche à pressa, à sexta-feira ao fim do dia, para o relatório não vir vermelho. Mete lá uns dados muito resumidos. E o CRM transforma-se naquilo que eu chamo um cemitério de dados — cheio, bonito, e completamente morto. ▶ AVISO À NAVEGAÇÃO O problema quase nunca é o software.… [ Ler mais… ]
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Reuniões de Vendas que Funcionam: Do Primeiro Contacto ao Fecho
Quarenta e cinco por cento das reuniões comerciais B2B terminam sem um próximo passo agendado. Não é exagero retórico: é o número que a RAIN Group publica todos os anos no relatório anual de top performers. Quase metade do esforço comercial dissolve-se entre o aperto de mão final e o silêncio que se segue. O problema raramente está no produto. Está em como as reuniões de vendas são preparadas, conduzidas e fechadas. A maior parte dos comerciais ainda entra numa sala (física ou virtual) a confiar na intuição. Faz a apresentação, responde a duas perguntas, troca cartões, sorri, e sai sem saber o que acontece a seguir. Duas semanas depois, manda um e-mail a perguntar “alguma novidade?”. O cliente responde três dias mais tarde com “ainda estamos a analisar”. E o negócio entra numa zona cinzenta de onde poucos saem. Boas reuniões de vendas não acontecem por acaso: constroem-se com método. Este artigo é um manual prático. Oito passos, do primeiro contacto ao fecho, escritos para comerciais que vendem soluções complexas a empresas, não para quem vende detergente ao quilo. O que distingue uma reunião de vendas que vende Existem três variáveis que separam reuniões de vendas produtivas de uma conversa simpática: preparação, estrutura e pedido final. As três falham por motivos diferentes, mas o resultado é sempre o mesmo: pipeline parado. A Harvard Business Review tem documentado, ao longo da última década, que os comerciais com taxa de conversão acima da média partilham um padrão: passam mais tempo a preparar do que a apresentar. Em média, duas horas de preparação para cada hora de reunião. O comercial mediano faz o contrário: uma hora de reunião com cinco minutos de leitura do LinkedIn no parque de estacionamento. A diferença não é talento. É método. Uma reunião comercial bem conduzida tem três tempos claros: abertura curta, discovery longo, fecho preciso.… [ Ler mais… ]
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Quando Parar de Vender: 7 Sinais Que o Cliente Já Decidiu (e os Comerciais Não Querem Aceitar)
Existe uma pergunta que nenhum comercial gosta de fazer a si próprio no fim do trimestre: quantos negócios do meu pipeline estão verdadeiramente vivos, e quantos estou a empurrar há semanas só porque …
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Propostas Comerciais: Como Deixar de as Fazer Chatas e Maçudas
Propostas comerciais ganham-se na primeira página. Saiba adaptá-las ao decisor, ao comité de compra e ao formato moderno que vende sozinho.
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