Liderança e Coaching

Procrastinar: Quando é que “agora” será uma boa altura para tomar uma decisão?
Muitas vezes na nossa vida temos a tendência para procrastinar as coisas que temos para fazer. Um estudo feito ao longo de 20 anos nos Estados Unidos por um professor universitário focado no que fazia a diferença no sucesso de cada um, analisou três recursos que poderiam fazer a diferença: Genes Educação Capacidade de agir O resultado do estudo foi espantoso. Chegou-se à conclusão, pelo estudo de várias famílias que tiveram filhos com a mesma educação, que cada uma destas componentes contava as seguintes percentagens para a probabilidade de atingirem o sucesso: Genes: 10% Educação: 20% Capacidade de agir: 70% O que nos leva a pensar em todas as pessoas que estão sempre à espera de uma oportunidade na vida para pôr em curso uma ideia que tiveram e que vai torná-las milionárias. Quantos de nós já não pensámos em algo que podia ser fantástico, mas colocámos a ideia na gaveta à espera de termos as condições perfeitas? E quantos de nós é que, passado algum tempo, viram a sua mesma ideia ser um sucesso nas mãos de outra pessoa? Pois é uma daquelas experiências que sabe sempre a amargo. É quase como acertar nos números do Euromilhões e nessa semana esquecermo-nos de entregar o boletim. Uiiii… Hoje vou dar-vos dois instrumentos que utilizamos nas nossas Formações de Liderança e que Vos podem ajudar a decidir. O primeiro permite aferir se estamos ou não no caminho certo na nossa vida. Arranje uma área com alguma dimensão que esteja livre e na qual possa experimentar este exercício. Escolha 3 objetos que caibam na mão e que vão representar 3 pontos. De onde veio Qual o ponto no futuro onde quer chegar Qual o ponto do presente onde está hoje Agora faça a seguinte experiência. Coloque os objetos no chão de uma forma aleatória.… [ Ler mais… ]
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Quer ser melhor Diretor Comercial?
Uma das situações sobre a qual mais vezes me questionam os Diretores Gerais ou Gerentes das empresas com as quais reúno e com os quais habitualmente trabalho, tem a ver precisamente com a temática da Direção ou Chefia Comercial. Muitos deles abordam-nos para analisar e emitir um parecer sobre diversas áreas das suas empresas, entre elas a área comercial. Imagine qual a questão mais frequente que me colocam. “O problema está na equipa comercial, ou na sua chefia, ou direção?” Querem saber qual é a nossa resposta mais frequente? Digamos que é ela por ela, umas vezes o problema centra-se na equipa, outras vezes centra-se na chefia ou direção, mas muitas vezes o problema não está nem numa nem noutra. Está no próprio processo comercial em si. Nestas situações, não é simples apontar o dedo apenas a uma situação. É por isso que geralmente este processo demora o seu tempo e obriga a analisar a fundo diversas variáveis. Estamos a escrever sobre este tema, porque a maioria das pessoas tem tendência a olhar apenas para uma das partes e assumir que ali está o “Santo Graal” da melhoria das vendas da sua empresa. Uma das coisas que pode ser feita numa situação destas é consultar alguém de fora, alguém isento e que possa olhar para estas situações de uma forma desapaixonada e fria. Quem está no meio da situação, por mais objetivo que seja, tem tendência a olhar para a situação com um cunho um pouco mais pessoal. Não que exista algo de mal nisto, ao fim e ao cabo somos apenas humanos. Um processo de análise deste tipo observa sempre as três componentes: Pessoas, liderança e processo comercial em si. Hoje vou falar-vos um pouco sobre o processo comercial em si, tendo planos para nos próximos artigos analisar as outras duas componentes.… [ Ler mais… ]
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Quando é que foi a última vez que investiu em si?
Uma das coisas que mais me assusta hoje em dia é o desprezo que a maior parte das pessoas dá à sua própria educação após ingressar no mercado de trabalho. Quando compramos algo, existem muitas razões pelas quais o fazemos.Podem ser emocionais, podem ser lógicas. Mas quanto mais razões tivermos a favor de determinado produto ou serviço, maior é a nossa probabilidade de avançarmos com a compra. Quando alguém é contratado para uma empresa, passa-se exatamente o mesmo. Um decisor olha para um currículo e vai à procura de fatores emocionais ou fatores lógicos que apoiem a sua decisão. E dois dos fatores mais importantes na sua análise passam, em primeiro lugar, pela experiência que o candidato tenha tido e o facto de já ter atingido resultados próximos dos pretendidos e pela sua educação ou formação. Estes são, por certo, os fatores lógicos, existirão depois fatores emocionais. Mas, na maioria dos casos, só são colocados em causa na primeira entrevista com o candidato. Agora pense comigo – como vendedor, gestor, técnico, ou qualquer outra profissão que tenha – no momento atual a sua carreira pode estar perfeitamente segura, como pode também estar por um fio. Na maior parte das vezes, não é por culpa sua. Trata-se do mercado, da crise e de todos os outros fatores que por aí andam. Mas será que é mesmo assim?Recordo-me de ver uma publicidade sobre planos de reforma. Provavelmente também a viram na televisão. Uma mulher aproxima-se de uma amiga num café. A amiga encontra-se com um ar muito abatido. Ao perguntar porque é que a amiga está assim, a outra conta-lhe as suas desgraças e confidencia-lhe que perdeu o emprego e que não tem dinheiro nenhum colocado de parte. Ela vira-se para a amiga e diz-lhe, com um ar muito cândido, que de há 10 anos a esta parte depositou todos os meses no nome dela uma quantia de x € numa conta de poupança.… [ Ler mais… ]
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Coaching: Será que há DAR sem RECEBER?
Já houve tempos em que na minha vida o receber era… conotado com dor. Será talvez estranho, mas à falta de melhor termo, dor serve perfeitamente. Muito se fala hoje em dia de dar. Dar sem interesse, dar por razões altruístas, dar por solidariedade e tantos outros “dares”. Mas será que o “dar” existe sem o receber? Foi uma questão que me ocupou a mente há alguns dias num dos processos de coaching executivo em que tenho estado a trabalhar. Se perguntarmos à maior parte das pessoas à nossa volta qual das situações é mais fácil, dar ou receber, provavelmente dirão “dar”. Poder-se-ia pensar que seria o “receber”, dado a sociedade egoísta em que vivemos. Pelo menos é o que muitos dizem, eu sinceramente vejo as coisas de outra forma. Ora, se não é, porque é que acham que isto acontece? Poderá estar a pensar:“Hummm, não é bem assim, eu adoro receber…” Adora mesmo? Recorde a última vez que elogiaram algo relacionado com o seu trabalho, em que lhe fizeram um elogio sincero e merecido. Qual foi a sua reação? Foi dizer obrigado, ou surgiu algum desconforto e as primeiras palavras a sair foram “Aaaá, não é bem assim, nem foi assim tão bom” ou algo parecido? Porquê esta reação? Se o trabalho foi bem-feito, se o elogio era sincero, porque não olhar nos olhos da outra pessoa e dizer pura e simplesmente: “OBRIGADO!”? Na experiência que tenho, muito disto deve-se a uma questão principal. Acharmos que não merecemos… Acharmos que não somos bons o suficiente… Que os outros são melhores… Que foi apenas sorte… Será preciso continuar? Em termos de performance, a que é que isto pode levar? Por um lado, inconscientemente, damos uma indicação clara que ter sucesso… nos traz “dor”.Que ter sucesso ou fazer algo bem-feito não nos traz felicidade, mas sim desconforto.… [ Ler mais… ]
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Já pensou em sentar-se? E esperar que passe?
Muitas das vezes, no âmbito da liderança comercial e até na vida, as situações com que nos deparamos não têm solução aparente. Existe um conceito de urgência nos dias que correm que nem sempre traz resultados. Uma equipa comercial não se forma do dia para a noite. Um líder, na maior parte dos casos, não se revela como líder eficaz nas primeiras posições que ocupa. A melhor forma de resolver uma situação nem sempre é agir logo. Chamo a isto o fenómeno do “sinal laranja”. Se for condutor e for no seu carro, quando chega a um semáforo e apanha um sinal laranja, o que é que normalmente faz? Provavelmente dirá: “Abrando.” Mas, se for verdadeiro, dirá que se vir um sinal vermelho não faz nada disso. Muitas vezes faz precisamente o inverso e acelera para ainda conseguir passar, ainda que já com o sinal vermelho a cair. Na vida e nas empresas muitas vezes adotamos esta atitude. À nossa volta existem milhares de sinais laranjas. O problema é que em vez de abrandar para os analisar, temos tendência para acelerar. E normalmente qual é o resultado? Claro, dá asneira. Quer um exemplo disso? Nas empresas, quantas vezes é que toma decisões ou faz juízos de valor sem ter a informação toda? Muitas vezes, algumas, poucas, sempre? O problema é que esta prática se institucionalizou. Dado o stress que temos para atingir resultados e as condicionantes do mercado hoje em dia, em vez de abrandarmos, fazemos precisamente o contrário. Nem sempre uma má decisão é melhor do que uma não decisão. Por vezes nas equipas existem questões que demoram o seu tempo a resolver. Que têm de ser “digeridas”, para depois, ao ritmo de cada pessoa, serem integradas e processadas. Um dos fenómenos que deteto quando trabalho em projetos de formação e coaching de equipas de liderança comercial com alguns dos meus clientes é a necessidade de os elementos que entram pela primeira vez em posições de liderança comercial terem de obter resultados imediatos.… [ Ler mais… ]
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SER x FAZER = TER
Muitos de nós queremos ter muito mais do que têm na sua vida. Uma casa maior, um emprego melhor, saúde, dinheiro. Quando temos uma empresa pedimos mais clientes, mais faturação, menos problemas, uma equipa de luxo e lucros. Esquecemo-nos de que para termos o que queremos temos de trabalhar mais em nós mesmos do que nas nossas empresas. Mas como? De facto, as nossas ações e comportamentos são apenas consequências do que somos no íntimo. As nossas competências, valores, crenças e a nossa própria identidade, pouco alteram com o passar dos anos. Mas é este conjunto de fatores, aliado ao ambiente onde estamos inseridos, que determina a nossa performance. Os resultados que obtemos são a ponta de um icebergue cuja profundidade, como sabemos, é enorme. É no corpo de icebergue submerso que está o que somos de facto. Podemos alterar as competências, variar um pouco alguns valores e crenças, mas a nossa identidade é praticamente imutável. Deste conjunto “submerso” resultam ação e comportamentos que nos trazem determinado tipo de resultados. Mas o corpo do icebergue está envolto em água. Como já dissemos, o ambiente é um fator decisivo neste processo, e porquê? Quer um exemplo? Quando o ambiente que nos rodeia é negativo, desmotivante, perdemos empenho, não aproveitamos as oportunidades, temos receio de arriscar, pois não nos sentimos vitoriosos. As nossas ações e comportamentos são menos audazes, menos ambiciosos e mais comedidos e por isso os resultados são medianos, sentimos que o objetivo se está a escapar e não sabemos porquê. Culpamos a inflação, ou os clientes, ou nós mesmos… Se, por outro lado estivermos inseridos num ambiente positivo, a motivação aumenta e é contagiante. Ficamos mais motivados, com mais “garra”, mais combativos e a querer perseguir todas as oportunidades. Agimos mais e curiosamente também erramos mais, mas com a frieza para entender o erro e repará-lo.… [ Ler mais… ]
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