Não dá para melhorar?

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erá que vale a pena pensarmos nisso? Será que a melhoria continua numa altura em que tudo é um esforço acrescido vale a pena? E como convenço a minha equipa a aderir a esta melhoria contínua?

Muitas equipas com que trabalhamos em projectos de business coaching, e outras com que nos deparamos, pensam por vezes dessa maneira. Quando estamos preocupados em conquistar clientes novos, em manter os existentes, em conseguir dar vazão a tudo o que nos é solicitado, e em motivar e envolver a equipa neste processo, toda a dinâmica relacionada com melhoria contínua, qualidade ou eficácia, parece secundária e pouco crítica ou fundamental para o futuro.

O desafio é então utilizar esta forma de pensar nas reuniões de equipa. Uma abordagem mais prática do que se pensa, mas acima de tudo focada. E por estarmos em tempos mais difíceis, por vezes a melhor estratégia é de facto parar um pouco e pensar no que pode fazer a diferença no negócio, no que é acessório, onde podemos melhorar e como.

Questionar tudo

Porque é que muitos têm a ideia de que se fazemos as coisas de uma determinada maneira não há espaço para alterar? Lá porque muitos processos seguem determinados caminhos, não significa que estamos a utilizar os melhores métodos para completar cada tarefa.

Questionar torna-se importante, pois muitas equipas insistem em manter os procedimentos com receio de que se alterarem podem piorar os resultados, e pelo menos esta zona de conforto é já conhecida de todos.

Procure soluções

Se questionarem os processos vão também pensar em como o podemos fazer. E é esse o focus: nas soluções e não nos problemas. Não queremos saber o porquê de ter de ser feito, mas sim como pode ser feito.

E sem desculpas! Não pare nunca de melhorar, porque nunca nada está a 100%. Tenha a coragem de não pensar em impossíveis, pois estes só demoram um pouco mais a ser possíveis.

Perfeição não leva ao progresso

Só a palavra perfeição assusta! E por vezes a perfeição não ajuda… quando serve de desculpa para a não implementação de algumas acções. “Ainda não está pronto”, “Precisa de ficar melhor”, e outros comentários do género, fazem com que muitos projectos superinteressantes fiquem na prateleira e não sejam implementados.

Determine o caminho de actuação e siga, mesmo que não esteja tudo a 100%.

Medição e correcção

Corrija os erros de imediato, à medida que vão acontecendo, e não espere muito tempo para o fazer. Percorremos sempre um processo contínuo de tentativa e erro, e se os formos resolvendo ao longo do caminho será mais fácil completar tudo no final.

Para isso ser possível, tem de monitorizar de perto o que está a acontecer e tem de escolher os indicadores de forma criteriosa. São os que dizem directamente respeito ao negócio, aos clientes internos e externos, ao tipo de marketing que está a ser realizado e aos resultados que vêm de cada um.

E a base de tudo? Objectivos SMART, ou seja, em jeito de lembrete: específicos, mensuráveis, atingíveis, realistas e definidos num intervalo de tempo específico.

Sem esses nunca é possível um processo de crescimento e melhoria. Os objectivos devem ser definidos do grande para o pequeno, ou seja, pense primeiro no que pretende para o próximo ano, e depois comece a descer no tempo, objectivos por trimestre, para o próximo mês e finalmente para esta semana ou para este dia.

Começar com o fim em vista e dar a conhecer à equipa os detalhes de cada passo e de cada medição envolve todos na manutenção do caminho e da focalização para os objectivos.

Se todos souberem o que se espera de cada um por dia de trabalho, a dispersão é menor.

Quando implementamos projectos destes é interessante ver a alteração nas equipas. A mudança é sempre um desafio, seja em que contexto for, mas o desafio de pensarmos em como podemos melhorar aumenta sempre a criatividade nas equipas e permite sair “fora da caixa”, pensando em soluções de conjunto para pequenos problemas, desafios ou metodologias que poderão ser melhoradas.

Não deixa de questionar o status quo de cada um, pois cada colaborador acaba por pensar que fora do seu quadrado poderá estar a resposta ao que pretende.


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