Menos razão e mais acção?

04/09/2013 Anabela Conde

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Preparação, Acção, Risco, Mudança, Liderança, Equipa, ResultadosNuma altura como a de hoje, em que os níveis de incerteza são elevados, é muito comum haver receio de correr riscos para empreender novas acções ou interagir noutros mercados. Para quem gosta de se sentir como peixe na água naquilo que faz, geralmente o receio da mudança pesa… e muito!

Mas será que podemos deixar de empreender o que de mais ousado ou com algum nível de risco colocámos na estratégia operacional?

Quantas e quantas vezes nos damos conta, junto dos clientes que acompanhamos, de que falta dar o próximo passo, de que já está tudo “sobre-planeado”, mas que falta a certeza de alguém que noutros tempos podia gerir tudo encarrilado? Reconhecemos que nesses momentos procuram em nós como que um “aval” externo, que simplesmente transmite a confiança de um “vamos, avance!”.

Não seria bom, nos momentos de dúvida, sermos brindados com uma intuição positiva ou sentirmos aquele sussurro no ouvido de que é para andar para a frente, como se do nosso braço direito ou da nossa consciência se tratasse?

Nas equipas temos sempre dois tipos de pessoas, as que estruturam e organizam o mais que podem antes de avançar, e as que avançam e no caminho vão descobrindo o como. Não há abordagens mais certas do que outras. É o “mix” destas duas formas de estar que, no contexto da nossa empresa, nos tem que levar mais longe!

 Bater com a cabeça….

Conhece alguém que não bata de vez em quando?! Faz completamente parte do processo…

Uns batem com a cabeça porque avançam rápido demais, outros porque deviam ter avançado e não o fizeram. Uns mergulham para o desconhecido e depois sentem aquele arrepio na barriga… “e agora?”, outros preparam-se tanto ou hesitam tanto que eventualmente deixarão passar a oportunidade.

E porque não juntar o melhor dos dois mundos?

Não podemos mudar as pessoas nem a sua forma de funcionar (nem queremos ir por aí!), mas devemos encontrar a complementaridade se as colocarmos a trabalhar em conjunto. Haverá líderes com estes dois perfis, que seguramente deverão procurar encontrar na sua equipa este equilíbrio para que, de facto, se avance, mas sem mergulhar no vazio.

Errar só nos deixa mais perto de fazer melhor da próxima vez…

Acreditar, mudar e vencer!

O importante é pormo-nos ao caminho, racionalizar o suficiente e agir disciplinadamente.

Pôr estes dois perfis a funcionar em simultâneo é garantir que pensamos coisas novas, que damos os primeiros passos, que nos preparamos e estruturamos o suficiente para andar para a frente, que fazemos acontecer e que, quando correr menos bem, estaremos lá para fazer as leituras certas e para que corra melhor na vez seguinte.

Não dá mais para achar que o outro é precipitado ou que é muito certinho e nunca mais avança… nesta ou noutras áreas comportamentais ganhamos sempre bastante mais em ver o bom que há nos outros e colocar esses talentos a render, do que em constatar que era mais fácil se o outro fosse igual a nós.

Já sabemos que a diversidade nos enriquece e que nos faz fazer coisas diferentes… então também aqui vamo-nos deixar encorajar por esta multiplicidade e acreditar que ela nos leva a progredir como tanto precisamos.

A acção massiva traz-nos resultados! Por vezes nas equipas tende-se a pensar e a organizar demais, a pôr-se em prática uma ou outra situação de cada vez, experimentamos uma ou outra abordagem e às vezes acabamos a desistir cedo demais porque não resultou…

Vamos confiar e dar ouvidos a estes dois perfis?! A razão é importante, mas ousar e acreditar que se fizermos coisas diferentes de forma diferenciadora chegaremos a outros resultados é hoje imprescindível.

Se as acções estão no plano (ou vão estar rapidamente!!!), temos que lhes dar vida! Não importa se aquela nova forma de prospecção não corre bem à primeira ou à segunda, se o evento não nos trouxe clientes, se a newsletter não nos deu novos leads e já vai no segundo shot ou se já fizemos vinte telefonemas e ainda só marcámos uma reunião…

E se, no limite, nos dermos ao luxo de não fazer nada? Não será bem pior ficar à espera?!

Há que descolar, disciplinar a acção, ser persistente e fazer repetidamente, empreendendo o mais possível… ou na sua empresa desiste-se antes de dar tudo por tudo?!

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