“Eu” versão 2.0?

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Qual seria a sensação de ser uma versão melhorada de si mesmo? Numa altura em que contestamos de forma veemente o rumo que está a ser sugerido por aqueles que nos lideram, ou por outros acima deles, é desafiante tomar as rédeas do nosso próprio destino, até porque muito deixa de passar pelas nossas mãos e por aquilo que podemos, de facto, alterar. Mas até que ponto podemos continuar a trabalhar em nós mesmos? Como conseguir energia e motivação para mudar a nossa forma de estar, de ser, de agir e transformarmo-nos em pessoas melhores? Podemos dizer que tudo se resume a uma mudança de atitude, mas não é assim tão simples. Podemos sentir que tudo não passa de uma “mariquice” e que os outros é que devem alterar os seus comportamentos e acções em função da nossa maneira de ser, até porque somos profissionais, boas pessoas e exemplos para os outros. Jim Rohn disse “trabalha mais em ti mesmo que no teu trabalho”, pois dessa forma o resultado do que produzes será directamente proporcional ao investimento que fizeste em ti mesmo. Muitas vezes a nossa abordagem no executive coaching é mesmo essa, ser um veículo catalisador para que o coachee entenda a sua verdadeira dimensão e o seu enorme potencial. Quando trabalhamos em nós mesmos, assumimos 100% de responsabilidade do nosso percurso e do que temos de alterar para conquistar outras etapas e metas na nossa vida. Como num artigo não podemos realizar uma sessão de coaching, podemos levantar certas questões que nos desafiam a “parar para pensar” e quem sabe a motivar-nos para erguer a cabeça e ter outra corresponsabilidade pelo futuro. Não podendo ouvir as vossas respostas, podemos incluir algumas reflexões. O que o torna feliz? São tão interessantes as respostas a esta questão. Descobrimos que o que faz alguns de nós felizes são momentos, emoções, instantes em que tudo se encaixa no universo e sentimos um amor incondicional. Pode ser o sorriso dos filhos, o ter saúde, o ter emprego, o sentir-se útil, o sentir-se amado ou o poder amar, o gostar do que se faz, o poder rir com prazer, ter amigos e tantos outros exemplos. Mas e a si, o que o faz feliz? Como se sente quando pensa nesses momentos? Como gostaria que eles fossem? Mais duradouros? Mais profundos? Não é preciso saber definir a felicidade para sabermos o que sentimos quando estamos felizes. O que o desafia? O que o faz sair da posição de conforto? O que se atreve a experimentar? O que gostava de fazer mas nunca tentou? O cair na rotina é um mal comum e, para algumas pessoas, fonte de segurança. Mas para outras é fonte de desassossego e essas procuram outros caminhos. Desafie-se continuamente, busque todos os dias aprender alguma coisa nova, seja curioso, experimente coisas que nunca experimentou. Os desafios têm o condão de o levar a conseguir coisas que de outra forma seriam impossíveis ou inatingíveis. Não precisa de ir para a radicalidade, mas se isso o faz feliz, salte de paraquedas! Há outros desafios em que o simples facto de apresentar um trabalho, por exemplo, nos faz sentir que ultrapassámos mais uma meta! O que tem de bom? Muitas pessoas têm dificuldade em perceber o que têm de bom, em assumir as suas qualidades e características positivas. Muitas delas queixam-se mais do que não têm do que falam do que são. Mime-se, cuide de si, potencie as suas qualidades para que possam ser aproveitadas por si e por outros, brilhe e não tenha medo de o fazer. Quando foi a última vez que tomou a decisão consciente de ser melhor? E de ser Maior? Gosta de si? Costuma cuidar de si? Do seu corpo e da mente? Tem tirado tempo para si? Muitos de nós queríamos ter mais tempo para a ginástica, para cuidar melhor de nós, para meditar, para descansar, ou mesmo para dormir. Mas se pensar bem, até que ponto muito do que sente é preguiça pura? É pouca vontade porque dá algum trabalho? Temos de ser capazes de pensar e visualizar como ficaremos se conseguirmos fazer exercício, como nos sentiremos se tirarmos um tempo para meditar ou ler mais. Se fizer esse exercício de futuro, será mais fácil encurtar a distância que o separa do modo como gostaria de ser ou de estar. Os nossos projectos de Executive Coaching passam por isso mesmo, por ser um veículo para a conquista de um bem maior, de uma outra forma de viver e de um outro potencial. Uns podem implicar directamente a actividade profissional, outros serão mais de cariz pessoal, mas todos numa perspetiva de melhoria contínua.

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