A precisar de barbatanas?

02/08/2017 Anabela Conde

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barbatanasSabemos que estes órgãos externos conferem aos animais aquáticos a capacidade de locomoção e equilíbrio.

Claro que não vos venho falar de peixes… mas certo é que todos nós gostamos de nos sentir como peixes na água. E com barbatanas também, ou não gosta de acelerar o passo? É impressionante a velocidade com que conseguimos nadar…

Nas nossas empresas as coisas não são muito diferentes…

Agora que maioritariamente estamos todos a regressar de férias, será que não precisávamos todos de umas barbatanas para agir mais rápido?! O mar é conturbado, a corrente puxa-nos para um lado e para outro, temos que estar bem preparados. Se soubermos que estamos equipados à altura, se calhar a dita crise entra mais facilmente por uma orelha e sai pela outra, sem nos fazer dispersar!

Dê uma barbatana a cada um…

… sem necessariamente ir a correr à loja de desporto mais próxima, claro. Invista em cada elemento da equipa para poder colher o retorno adequado.

Aqui vão alguns exemplos bem simples:

  • Reunião de kick-off (se preparamos o arranque do ano lectivo dos miúdos ao pormenor, porque não haveríamos de o fazer com o “ano profissional” da nossa equipa?) – envolver, alinhar e comprometer nas orientações de curto prazo;
  • Momento “varinha de condão” – questione a equipa sobre o que vai bem e o que vai menos bem, sobre o que mudavam e o que faziam de diferente e esteja preparado para se surpreender pela positiva. Além disso, é importante abrir a porta do nosso gabinete e considerarmos outras perspectivas que não a nossa;
  • Geração de ideias – costuma dizer-se que várias cabeças pensam melhor do que uma, por isso porque não haveremos de juntar mais vezes as cabeças pensantes do nosso grupo de trabalho? Já pensou no poder de uma excelente ideia…?;
  • Teletrabalho – garanta as condições para o trabalho remoto (se for pertinente na sua actividade), a partir de casa por exemplo. O “working from home”, como apreciam sobretudo as gerações mais novas… não receie, estão sempre conectados, não desperdiçam tempo e produzem mais, porque estão mais focados e não estão constantemente a ser interrompidos;
  • Participação na política de comunicação da empresa, quer interna, quer externa – contribuindo com conteúdos ao nível das redes sociais, newsletter, intranet e afins;
  • Patrocinar (ou co-patrocinar) umas aulas de inglês, uma pós-graduação, dar tempo para formação on-line, para que as competências evoluam nas áreas de interesse e resposta de cada um;
  • Ginástica, massagens, fruta e outras tantas coisas no local de trabalho – se as melhores empresas para trabalhar o fazem, porque não haveremos de querer disponibilizar isto às nossas pessoas…? É vital para o seu equilíbrio, ou não queremos que os nossos colaboradores se sintam num “great place to work”?;
  • Contribuir, o chamado “dar de volta”, essencial à motivação intrínseca de cada um actualmente – chame cada elemento à política de RSE da sua empresa, poder ajudar os outros é uma escolha fantástica.

… e na recta da meta, distinga quem ficou no pódio!

Precisamos mais e mais dos melhores, certo?!

Esqueça de uma vez o coitadinho, esforçou-se tanto… Fantástico se as pessoas se dedicam e esforçam, mas isso tem que vir acompanhado de resultados. Não podemos ter uma empresa de pessoas que apenas se esforçam muito, senão acabamos a chorar no ombro uns dos outros o que não conseguimos fazer.

Podemos ter as melhores barbatanas, mas elas têm que nos levar mais longe, mais e mais rápido… Andarmos em círculos não nos diferencia, senão permitimos que outros ganhem a corrida.

É importante que cada elemento da equipa saiba como se traduz o sucesso que aporta à empresa porque, se sentir o retorno, vai querer trazer mais sucesso!

Implemente um sistema de avaliação de desempenho simples e que tenha a certeza que não vai abandonar nos primeiros 6 meses… Pense nas métricas que segue ou precisava de seguir na empresa e defina como isso se traduz em termos dos critérios a observar em cada pessoa / função. E, se formos criativos, as recompensas não terão que ser necessariamente monetárias…

Ritmo nessas barbatanas, que a rentrée já é passado, e muito sucesso!

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