Etiqueta: Estratégias de Motivação

Sabe motivar-se?
Nos tempos que correm, nas intervenções sobre motivação que realizo, pedem-me muitas vezes estratégias de motivação. Algo tipo “receita”, que seja só tomar e já está, ficamos completamente motivados. Costumo muitas vezes dizer que a motivação não se compra na farmácia. Se bem que alguns dos meus amigos psiquiatras tivessem algo a dizer sobre isto, o que é certo é que não existe uma pílula mágica, um comprimido ou uma mezinha que sirva a todos. O que lhe posso dar é simplesmente um conjunto de estratégias que poderão servir para dar a volta ao estado em que se encontra. Em primeiro lugar, tem de perceber se a sua motivação vem de fora ou vem de dentro. Provavelmente estará a pensar: “De fora ou de dentro de quem?” De si claro! Pense numa altura em que conseguiu dar a volta à sua motivação. Isso aconteceu porquê? Porque encontrou dentro de si os recursos para o fazer ou porque existiu uma situação, pessoa ou algo externo a si que lhe permitiu dar a volta? Se foi interno, qual foi a situação? O que se passava à sua volta, que palavras disse a si próprio, o que sentiu? Se tiver dificuldade, feche os olhos e recorde com o maior número de detalhes sensoriais a última vez que se sentiu, de facto, motivado.O que viu, ouviu, sentiu… Abra os olhos. Notou que ao recordar isto o seu nível de motivação subiu? Se tal não aconteceu, provavelmente a memória que invocou não era efectivamente de uma verdadeira situação de motivação. Nesse caso, continue a procura até que tal se verifique. Se se sentiu motivado, isso quer dizer que, de facto, a situação é a ideal. Agora, porque é que ao recordar nos sentimos um pouco mais motivados? Porque reagimos em segundos ao que pensamos, seja no bom sentido, seja no mau.… [ Ler mais… ]
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Motivação, Liderança e Necessidades Humanas
Poderá pensar: o que é isto das “necessidades humanas” e como é que se interligam com a motivação e com a forma como devemos motivar a nossa equipa? Para começarmos a analisar por que razão fazemos o que fazemos na vida, teremos obrigatoriamente de passar pelo trabalho do Anthony Robbins. Se pensarmos nas teorias da Motivação de Maslow e na sua famosa pirâmide de necessidades, lembramo-nos que ele dizia que o ser humano tinha determinadas necessidades básicas que, segundo ele, estavam organizadas numa série de fatias, e que quando uma dessas necessidades era satisfeita a mesma deixava de nos motivar e passávamos a ser motivados por necessidades acima. Ora bem, o trabalho do Anthony Robbins leva este conceito muito mais além e permite-nos perceber de uma forma simples alguns dos fatores que contribuem para o nosso grau de motivação em cada situação ou área de vida. Segundo Tony Robbins, as seis necessidades humanas são: Certeza ou confortoIncerteza ou novidadeSignificânciaConexão ou amorCrescimentoContribuição Segundo ele, as primeiras quatro necessidades – certeza, incerteza, significância e conexão – estão presentes em todas as pessoas. Já as duas últimas nem sempre. No entanto, não podemos olhar para as necessidades humanas como existindo ou não, na prática, o que acontece é que funcionam como uma escala. Ou seja, imaginem, por exemplo, numa escala de 1 a 10. Posso ter 8 na certeza e 4 na incerteza ou em qualquer das outras necessidades. No meu trabalho direto com as pessoas tenho verificado a validade desta teoria diariamente e ela tem sido valiosa para perceber, em situações mais complexas, o que é que faz mover as pessoas. Vamos então analisar cada uma das necessidades. 1. Certeza Como seres humanos, temos necessidade de ter algum grau de certeza na nossa vida, como, por exemplo, chegarmos a casa e sabermos que temos as nossas coisas, o nosso conforto, a família, o carro, que temos um ordenado ao final do mês.… [ Ler mais… ]
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Será que a Cenoura e o Chicote chegam?
Uma das coisas que mais me apaixona no mundo das vendas e da liderança é a mecânica da motivação humana. Não vale a pena entrarmos nos diversos aspectos da liderança de uma equipa comercial se não percebermos a fundo esta questão. Muitos dos sistemas de motivação existentes nas empresas nos dias que correm assentam numa de duas premissas – a “cenoura” ou o “chicote”. Ou seja, ou estamos a lutar porque vamos ganhar algo, ou estamos a lutar porque não queremos perder algo. Esse algo pode assumir diversos aspectos – dinheiro, status, vergonha de estar em último lugar, uma regalia e muitas outras coisas. Até determinado nível de performance não existe nada de errado nesta abordagem e por mais que se queira fugir dela, nem sempre é possível. Seja pela cultura da empresa em questão, seja pela forma como as pessoas foram motivadas até ao momento, o que acaba por enraizar estas práticas dentro do seu ser. Agora, para entender melhor a nossa questão, vamos recuar uns anos no tempo. Recuemos cerca de dez anos. Imagine que lhe dizem que existem no momento duas enciclopédias.
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