Etiqueta: Desenvolvimento comercial

Reuniões Individuais (1:1) com a Equipa Comercial: o Ritmo que Sustenta Resultados
A reunião mais importante que um gestor comercial tem com a sua equipa é, quase sempre, a que menos vezes acontece. Não é a de pipeline, com toda a gente à volta da mesa a olhar para os números. É a outra: a conversa a sós com cada vendedor, sobre ele e não sobre a carteira. As reuniões individuais, ou 1:1, são o ritmo de gestão que separa as equipas que crescem das que andam à deriva. E a maioria dos gestores anda meses sem as marcar, sempre com a mesma desculpa: «não tenho tempo». É disso que falamos hoje. As reuniões individuais não são reuniões de pipeline Vamos começar por desfazer a confusão mais comum, porque é a mãe de quase todos os erros. A reunião de pipeline serve para olhar para os números. Que negócios estão abertos, em que fase, com que probabilidade e quando é que isto fecha. É uma reunião sobre o trabalho. Necessária, importante e normalmente coletiva, com toda a equipa à volta da mesa a olhar para o mesmo painel. As reuniões 1:1 são outra coisa. São reuniões sobre a pessoa que faz o trabalho. Não é um interrogatório de números, é uma conversa de desenvolvimento. Onde é que ele está a tropeçar? Que obstáculo posso eu remover? O que é que ele precisa de aprender para dar o salto seguinte? O que o tira do sério? Quando se misturam as duas, perde-se a reunião 1:1. E perde-se sempre da mesma maneira: a conversa cai nos números, o comercial põe-se na defensiva e aquilo que devia ser coaching transforma-se num ponto de situação falado. O comercial sai dali a sentir-se fiscalizado, não acompanhado. E na semana seguinte já anda a rezar para que a reunião seja cancelada. ▶ AVISO Se a sua reunião individual termina sempre a falar do forecast, não é uma reunião 1:1: é uma reunião de pipeline disfarçada.… [ Ler mais… ]
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Sair da Zona de Conforto: o Músculo Comercial que Atrofia
A zona de conforto comporta-se como um músculo: o que não se exercita, atrofia. E no dia em que precisa dele a sério, já não responde. Repare numa coisa simples. Há comerciais que vivem de meia dúzia de clientes com quem trabalham há muitos anos. Conhecem-nos de cor, ligam-lhes na altura certa, almoçam com eles de vez em quando, e a encomenda acaba por sair quase sozinha. Vivem bem. Cumprem o número à justa. E andam sempre ocupadíssimos. Mas se lhes pedir para abrir uma conta nova, daquelas que ainda não os conhecem, ficam com aquela cara. A cara de quem lhe pediram para saltar de paraquedas. Venha então daí nesta viagem, porque é capaz de se reconhecer algures pelo caminho. E não faz mal nenhum. Todos temos as nossas zonas de conforto. O que é, afinal, a zona de conforto comercial Há uns anos, num cliente, andei a fazer uma pergunta simples a uma equipa de vendas: «o que é que vos impede de crescer?». As respostas vinham todas embrulhadas em razões nobres: o mercado, os preços da concorrência, a falta de tempo, o produto que não tinha não-sei-quê. Quando olhámos bem para as respostas, percebemos que quase nenhuma era um obstáculo verdadeiro. Eram refúgios. Eram aquilo a que costumo chamar crenças limitadoras: histórias que contamos a nós próprios para não termos de fazer a parte que custa. A zona de conforto comercial é exatamente isto. É o conjunto de rotinas que nos dão segurança e nos poupam ao desconforto, mas que, ao mesmo tempo, nos prendem ao sítio onde estamos. Tem várias caras conhecidas: Viver das mesmas contas, em vez de abrir mercado novo. Adiar a prospeção dura — a chamada fria, o contacto a quem não nos conhece. Refugiar-se no desconto à primeira pressão, porque é mais fácil do que defender o valor.… [ Ler mais… ]
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Será que um Vendedor de sucesso deixa pistas?
Ao longo de muitos anos de trabalho com comerciais nas mais diversas áreas, uma das questões que mais me apaixona é perceber o que separa um bom vendedor de um vendedor médio. E uma das coisas que mais me surpreendeu ao longo deste tempo foi perceber que a maioria dos comerciais médios partilham um traço comum: não estudam os que vendem mais do que eles. Parecem assumir que o sucesso dos outros é inato. Uma espécie de talento misterioso que uns têm e outros não. Não é. O sucesso em vendas deixa pistas. Sempre. A questão não é se estão lá — é se tens os olhos e a mente preparados para as ver. A Máxima Que Todo o Vendedor Conhece — e Quase Ninguém Aplica No mundo dos negócios, toda a gente sabe que “não se deve inventar a roda”. Mas será que essa máxima é aplicada quando se trata de crescimento comercial? Na minha experiência de trabalho com milhares de comerciais, a resposta é não. A maioria das pessoas genuinamente não entende porque é que outros à sua volta vendem mais — e isso não é falta de inteligência. É falta de método. A isso, chamo eu Modelação de Estratégias de Vendas. E quando bem utilizada — com intenção e disciplina — é das técnicas de desenvolvimento comercial mais eficazes que conheço. É também, como todas as técnicas que advogo, surpreendentemente simples. Como o Cérebro de um Bom Vendedor Funciona Parte de uma premissa fundamental: todos os seres humanos funcionam com base em estratégias. Estratégias de sucesso. Estratégias de insucesso. E a boa notícia é que ambas são aprendidas. Cada vez que um vendedor faz uma chamada de prospeção que resulta, o cérebro regista. Cada vez que conduz uma reunião de forma eficaz e sai com um avanço, o cérebro cria um padrão.… [ Ler mais… ]
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Plano de desenvolvimento comercial, o que é isso?
Os seus vendedores têm um plano de desenvolvimento comercial? Não? Então como é que quer que eles evoluam? Nos dias que correm não é suficiente esperar que os profissionais da área comercial per si estabeleçam metas e objetivos de desenvolvimento e aprendizagem. Conheço poucos comerciais que o fazem e, verdade seja dita, são normalmente as estrelas da companhia. Se por norma em 90% das empresas com quem tenho trabalhado os comerciais não tomam essa iniciativa, as chefias e direcções comerciais deveriam fazê-lo por eles. Nas empresas com quem trabalhamos temos tido o cuidado de endereçar esta questão, normalmente ao abrigo dos planos de avaliação da carreira comercial. Não basta avaliar um comercial, dizer-lhe o que fez de bem e o que fez de mal durante o ano e esperar que ele, por si próprio, tome a iniciativa de criar um plano para melhorar as suas capacidades e instrumentos pessoais de trabalho. Nestas situações cabe à chefia direta comercial o papel de realizar este trabalho em conjunto com o comercial. O ideal é que exista uma grelha clara de análise, pela qual o comercial possa ser avaliado nos diferentes aspectos da sua actuação comercial. Nos projetos que temos realizado raramente conseguimos passar uma grelha de avaliação de uma empresa para a outra. Os ciclos comerciais não são iguais, a forma de vender os produtos e serviços não é igual e, acima de tudo, as necessidades em termos de conhecimentos que o comercial tem de ter e as suas características pessoais não são certamente iguais. Mas poderão pensar: “vender não é sempre vender”? Sim, mas a forma como se vende e gere o ciclo comercial é muito diferente de empresa para empresa, de negócio para negócio e até mesmo de comercial em comercial. Por isso somos acérrimos defensores de que estes planos sejam criados de raiz para a empresa, de modo a que se adeqúem de uma forma mais eficiente na componente de avaliação de cada comercial.… [ Ler mais… ]
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