Uma das coisas que habitualmente discutimos em equipa é precisamente esta questão.
Será que devemos dizer não a um cliente?
Imaginem a seguinte situação: o nosso cliente pede algo, que até podemos fazer, mas provavelmente não apresentaremos a melhor solução, nem de perto, nem de longe.
Ou seja, podemos executar, mas devido a alguns constrangimentos internos, a solução que lhe apresentamos tem uma alta probabilidade de não correr bem ou não ter resultados concretos.
Se lhe dissermos a verdade diretamente, ele com toda a razão procurará uma alternativa e não nos adjudica o projeto.
O que fariam?
O que fariam face ao cenário que vivemos atualmente em que como vendedores somos apertados diariamente para vender e conseguir faturar?
Até porque a empresa pode depender destes resultados?
Será que diremos a verdade?
Será que vamos “atamancar” e procurar por milagre fazer um bom projeto?
No nosso entender “NÃO”!
Pelo menos é o que nos orienta no dia a dia quando estas situações nos surgem. E acreditem que nos últimos tempos até nos têm surgido muitas vezes.
Ora esta problemática tem várias leituras.
A primeira prende-se com os aspetos mais diretos. Ou seja, um mau trabalho pode implicar que o nosso cliente comunicará aos seus pares de mercado e rapidamente a asneira se espalha como fogo em palha seca.
A segunda tem a ver com o impacto emocional que isto terá na empresa e na equipa de vendas quando quem realiza o projeto se voltar contra nós e com razão e disser:
“Esta malta das vendas vende tudo e um par de botas e nós é que nos tramamos e temos de ouvir o nosso cliente no momento de executar…”
A terceira é mais subtil e leva-me a questionar:
“Mas porque é que isto é uma questão?”
E aqui vamos ter de entrar com outra questão, que é: mas onde é que está a linha divisora na mente da cada uma das pessoas da vossa equipa?
Ou, se quiserem, quais são os valores de cada um?
Se quiserem expandir o raciocínio, quais são os valores da Vossa equipa?
Mas se quiserem ainda melhor, será que existem?
Muito se fala de Visão, Missão e Valores nos dias que correm.
Mas será que as pessoas nas empresas dão, de facto, importância a estas “ferramentas” no dia a dia da empresa?
A experiência que temos, e que já é muita no campo da liderança, é que na maior parte dos casos isto resume-se a um quadro algures na parede a que já ninguém liga por lá passar todos os dias.
Bem utilizadas, são das melhores ferramentas que podemos ter em épocas como as que vivemos hoje em dia.
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