Autor: Jose Almeida

Alguém a viu?
Lançámos um desafio nas redes sociais com a procura de temas interessantes para artigos da I&D. O feedback foi muito interessante e roda à volta da crise e das suas consequências, tópico que penso não estar a cair em desuso e se irá manter por muitos e longos anos sem perder interesse e continuando a ser o “culpado” de todas as desgraças que vão ocorrendo por esse país fora. Mas por vezes a realidade com que me deparo em certas empresas com que trabalho ou com que me cruzo é tão diferente! Quando a Europa e, no fundo, o mundo todo, se viu envolvido em duas Guerras Mundiais, a vida não parou. Continuou a haver negócios, importações e exportações, novas indústrias a abrir e outras a fechar portas, a vida quotidiana continuava com maior ou menos normalidade, mas as crianças iam à escola, os casais namoravam, nasciam e morriam pessoas. Penso que o que vivemos agora é um pouco a mesma sensação. Sem toda a violência inerente a uma guerra, estamos a atravessar uma catástrofe maior que nós, impossível de ser compreendida por uns, já muito advertida por outros, mas acima de tudo assisto a um declínio de entusiasmo, vontade de vencer, resiliência e esperança. Onde é que não há crise? A partir do momento em que se perde poder de compra, a crise é abrangente e generalizada. Será que o segredo é inventar um outro tipo de negócio, empreender por caminhos inovadores, fazer algo que nunca foi feito? Ou sermos absolutamente fantásticos no que já fazemos na nossa empresa e nas nossas equipas? Nunca me canso de tentar passar esta mensagem, porque honestamente é o que nos move a servir cada vez melhor os nossos clientes, a ajudar as empresas, a conseguir fazer a diferença em termos de abordagem ao mercado.… [ Ler mais… ]
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Quantos negócios já PERDEU este ano?
Para quem ainda não foi de férias como eu, estamos a chegar ao final da primeira parte do ano. Nesta altura do campeonato ninguém está já com paciência em pensar em trabalho e negócios, mas antes de ir de férias vamos reflectir um pouco sobre tudo isto. Por vezes, em tempos de crise, torna-se simples de esconder as verdadeiras razões de quebra das vendas por debaixo do tapete da “famigerada senhora”. É simples dizer: – Perdi, porque o cliente está a cortar no investimento – Perdi, porque os outros concorrentes fizeram loucuras – Perdi, porque … é a crise Mas será que, de facto, a crise é a resposta para tudo aquilo que acontece à nossa volta? Por vezes sim, mas por vezes também não. Da experiência de trabalho com as equipas no terreno em processos de Formação e Coaching Comercial, muitas vezes, as verdadeiras causas estão escondidas por debaixo do tapete da crise. Chegados a esta altura do ano e numa onda de reflexão, devemos reunir todos os elementos de informação ao nosso dispor, identificar as verdadeiras causas e começar a desenhar uma estratégia para combater os reais problemas.
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Governar ou não Governar?
Confesso que esta semana, quando comecei a pensar em escrever um artigo, esta frase não me saía da cabeça. Talvez por estarmos próximos de mais uma eleição, talvez pela situação do País ou qualquer outra razão que o meu inconsciente não me quis trazer para o consciente. Muitas das pessoas com quem falo hoje em dia estão na expectativa do que vai acontecer nas próximas eleições. Para variar, o grande vencedor deverá ser a abstenção, à semelhança do que aconteceu já anteriormente. Se olharmos para um paralelo com as empresas, continuamos a ver muitas pessoas que nelas trabalham completamente divorciadas da sua liderança, da sua chefia, da sua empresa ao fim ao cabo. Se pensarmos no porquê de tudo isto, provavelmente encontraremos razões de parte a parte que com toda a certeza serão justas. Mas se mudarmos uma palavra na frase anterior, de “porquê” para “para quê”, provavelmente começamos a pensar de forma diferente. Independentemente das razões que existam no passado, ao mudar esta palavra começamos, na maior parte dos casos, a projectar-nos para o futuro. E se pensarmos no futuro, será que este divórcio aos diferentes níveis da sociedade, empresas, etc. fará neste momento sentido? Será que esta é a altura ideal para tudo isto? Será que neste preciso momento isto nos traz algum valor acrescentado face ao imperativo de sobrevivência que está sobre nós? No meu entender, NÃO! Ainda no outro dia conversava com um Decisor nosso cliente, em cuja empresa trabalhamos já há alguns anos no sentido de o apoiar nos problemas que tem enfrentado. Já passou por altos e baixos, já teve grandes vitórias e, como muitos, está neste momento apanhado numa maré de problemas devidos em muita quota-parte à situação económica actual e falta de liquidez das empresas suas clientes. Por incrível que pareça, nem é isso que o preocupa mais neste momento.… [ Ler mais… ]
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Será que a Cenoura e o Chicote chegam?
Uma das coisas que mais me apaixona no mundo das vendas e da liderança é a mecânica da motivação humana. Não vale a pena entrarmos nos diversos aspectos da liderança de uma equipa comercial se não percebermos a fundo esta questão. Muitos dos sistemas de motivação existentes nas empresas nos dias que correm assentam numa de duas premissas – a “cenoura” ou o “chicote”. Ou seja, ou estamos a lutar porque vamos ganhar algo, ou estamos a lutar porque não queremos perder algo. Esse algo pode assumir diversos aspectos – dinheiro, status, vergonha de estar em último lugar, uma regalia e muitas outras coisas. Até determinado nível de performance não existe nada de errado nesta abordagem e por mais que se queira fugir dela, nem sempre é possível. Seja pela cultura da empresa em questão, seja pela forma como as pessoas foram motivadas até ao momento, o que acaba por enraizar estas práticas dentro do seu ser. Agora, para entender melhor a nossa questão, vamos recuar uns anos no tempo. Recuemos cerca de dez anos. Imagine que lhe dizem que existem no momento duas enciclopédias.
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Porque é que é Vendedor?
Já pensou nisto a sério? Porque é que decidiu ser vendedor? – Foi por escolha própria? – Foi por ser a única opção de emprego que existia? – Foi pelo brilho da função? – Foi por poder ter uma vida mais movimentada e não tanto atrás de uma secretária? – Foi por poder ter carro? Não estranhe as perguntas, mas são as que por vezes faço nos cursos de formação comercial para desempregados. Trata-se de um projecto que oferece formação de vendas a pessoas que estejam desempregadas, com o intuito de lhes trazer mais uma área profissional na qual possam procurar emprego. Neste momento já vamos no 2º grupo de formação e tem sido, confesso, um projecto que me tem trazido grandes recompensas emocionais. O curso é composto por dois módulos, de 2 dias cada, perfazendo um total de 4 dias de formação e que oferecemos de uma forma completamente gratuitas às pessoas que participam. Não existe nenhum compromisso pedido, a não ser o de chegar a horas a todas as sessões. Já agora, se acha que esta iniciativa vale a pena, pense nas pessoas à sua volta que estão desempregadas e que poderiam ter vantagens em participar e indique-lhes o link do nosso projecto: https://www.ideiasedesafios.com/?page_id=1116
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A sua empresa sabe patinar?
Uma das coisas que recordo com saudade são os meus tempos de miúdo, especialmente os que passei a aprender a andar de patins. Naquele tempo ainda eram patins de quatro rodas. Foram tardes muito bem passadas no ringue de patinagem do Jardim Zoológico com um professor já de idade que lá se encontrava aos fins-de-semana a ensinar miúdos e graúdos. Uma das coisas que recordo especialmente é que as grandes quedas não se davam logo no início, em que todos andávamos devagar, cheios de medo de cair, normalmente agarrados ao corrimão, enquanto não se ganhava à-vontade para patinar no meio do ringue. Após esta fase inicial, vinham então aquilo que nos meus tempos de miúdo se designava por uns grandes “bate cus”. Ou então, se quisermos ser mais polidos, umas grandes quedas. Estou a escrever hoje sobre este tema, porque de uma certa forma é similar a todos os processos de aprendizagem que fazemos quando entramos numa nova área de negócio. No início vamos a medo, pensamos no que vamos fazer, nas condicionantes que isso implica, e só depois de se analisar bem as coisas é que de facto avançamos. Passado algum tempo, consoante avançamos no processo de aprendizagem, tudo isto começa a ser integrado e o que no início eram passos que dávamos com cuidado passam a estar no domínio do automático e já nem pensamos quando o fazemos.
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Tem pára-quedas?
Posso fazer-lhe uma pergunta? Ou talvez duas? Quando foi a última vez que leu um livro que lhe permitisse evoluir profissionalmente? E quando foi a última vez que se inscreveu num curso que lhe permitisse aumentar as suas capacidades como profissional? Seja na área das vendas, liderança, marketing ou qualquer outra, noto que por vezes a maioria das pessoas passa anos adormecido sem evoluir ou se preparar para um eventual salto no vazio. Neste momento já vamos no 3º Grupo de Formação Comercial Gratuita para desempregados. É um projecto que fazemos no âmbito da solidariedade social, apenas com os nossos recursos e neste momento sem o apoio de nenhuma entidade. A ideia é formar pessoas que tenham perfil, mas que nunca tenham tido experiência profissional e, ao fazê-lo, dar-lhes mais uma ferramenta que lhes permita, se quiserem, obter emprego na área das vendas. O projecto vai de vento em popa e temos neste momento números já bastante engraçados de colocação de pessoas.
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Está farto que os clientes já não lhe comprem?
Até que ponto é que está farto da crise? Provavelmente bastante! Mas será que está mesmo farto? Será que chegou a um ponto em que, de facto, devido à situação ser insustentável, tem mesmo de fazer qualquer coisa? Se for como muitas das empresas que existem em Portugal, provavelmente não. Provavelmente está à espera que as coisas venham a melhorar, para então fazer algo! Ideias como reforçar o marketing e a atividade comercial, são talvez miragens na maioria das empresas que atualmente diz que está em crise. Porquê? Porque a maioria delas, está a atravessar uma fase em que se sentou e está à espera que a crise passe. Em vez de utilizar todas as armas ao seu dispor, dá ordens aos seus comerciais para abrandar as visitas e reuniões com os Clientes. É que ainda se vão poupar uns tostões em quilómetros. E almoços com os Clientes? Uiiiiii, nem pensar, cada almoço é um balúrdio… Vale mais somente um telefonema. E, se calhar, o melhor é mesmo um email, que assim não se gasta tanto dinheiro! E formação aos comerciais para os motivar e fazer pensar noutras formas de abordagem? Não! Nem pensar, eles andam desmotivados, se calhar vai ser deitar dinheiro à rua. Fazem-se mas é umas reuniões a dar-lhes na cabeça, que isso resulta sempre! E aqueles anúncios que estavam previstos para divulgar os produtos novos? Se calhar era melhor não os fazer. Aquilo é tão caro! Será que precisamos mesmo? E a qualidade dos produtos? Será que não conseguimos baixar um pouco, para os vender mais baratos? Bem, penso que já agarrou a ideia! Se for por este caminho, não tarda, a sua empresa está a definhar e a morrer como muitas estão neste momento em Portugal. Quase que com uma morte anunciada, à qual ainda não chegou o relatório do médico legista e pensam que ainda estão vivos.… [ Ler mais… ]
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