Com quem é o seu compromisso?

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⏱ 4 min de leitura

Hoje gostava de me focar um pouco sobre um tema que é fundamental no nosso desempenho como vendedores, líderes, pessoas… o compromisso!

Quando fazemos formação de Coaching, uma das coisas que é obrigatória, pelo menos nos programas certificados pelo ICF, é que sejamos alvo, como coachee, de um processo de coaching.

No nosso entender faz todo o sentido. Se não experimentarmos o processo em condições reais, como é que vamos poder ser bons coaches?

Numa das sessões de coaching das quais fui alvo trabalhámos algumas questões que me fizeram pensar. Tratava-se de questões que interligavam um aspecto profissional com um aspecto pessoal meu.

Depois de explorarmos o tema, a pessoa que me estava a fazer coaching colocou-me esta pergunta:

“Com o que é que está comprometido?”

Confesso que a pergunta me abanou de alto a baixo. Nunca tinha pensado na questão desta forma.

O meu compromisso sempre tinha sido de algum modo com algo externo.

Com um cliente com quem me comprometo a dar 110% nos processos de formação ou executive coaching, com a minha família, com os meus colegas na Ideias e Desafios, mesmo as minhas metas mais ambiciosas tinham um padrão de compromisso externo e não interno.

Não que tenha algum mal, acho que estas coisas não se podem analisar como mal ou bem, mas como funcionam ou não funcionam, e quando muito testamos se são ecológicas ou não ecológicas para a pessoa.

Por ecológicas entenda-se que respeitam a integridade da pessoa em todos os seus aspectos, físico, emocional, relacional, etc.

Mas ao pensarmos nisto a questão que se coloca faz sentido.

Com que é que, de facto, estamos comprometidos?

Muitas vezes as pessoas com quem trabalhamos, e até mesmo nós próprios, parecem estar comprometidas com tudo menos com aquilo que interessa.

Comprometidos com o sair a horas, mas nem sempre com o entrar a horas, com a preguiça quando não queremos sequer pegar num livro e procurar evoluir para no futuro termos melhores chances caso sejamos despedidos, com os clientes para darmos o nosso melhor versus ignorá-los ou tratá-los mal, para não dizer pior, enfim, penso que já apanhou o padrão…

Alguém no outro dia me perguntava se o “coaching” era a arte de fazer perguntas.

As perguntas são, de facto, uma das ferramentas que usamos, mas não me parece que a arte esteja somente nas perguntas.

Se assim fosse, um coach fraco com excelentes perguntas seria um óptimo coach só por as ter?

Penso que concordará que não e, de facto, é assim.

Mas a pergunta tem um “dom” muito interessante na mecânica cerebral.

Ao fazermos uma pergunta a alguém, o seu cérebro vai normalmente à procura da resposta.

Penso que não exista sequer registo histórico que isso não tenha acontecido alguma vez com uma pessoa normal.

Aqui reside talvez a pedra de toque deste “dom”. No facto de nos fazer pensar, criar novas ligações neuronais, ver as coisas com outros olhos, enfim, o que lhe queira chamar.

O coaching é, acima de tudo, a “arte” de o fazer ver de outro ângulo ou com outras lentes.

Se utilizarmos estas mecânicas, mesmo que por vezes sozinhos, podemos chegar a caminhos e alternativas muito interessantes.

Quer fazer uma experiência?

Pegue numa folha de papel e desenhe três colunas.

Na primeira coluna escreva as três principias coisas que quer da vida neste momento.

Não censure.

Seja o que for que lhe surgir está bem!

Agora respire fundo e feche os olhos, pode ficar de olhos abertos, mas a experiência diz-me que como muito do nosso mundo nos “entra” principalmente pelos olhos, de olhos fechados o processo é mais simples.

Para cada uma das coisas coloque a seguinte questão:

“Com o que é que eu estou comprometido para atingir isto?”

O que quer que surja, mesmo que nada, escreva na 2ª coluna.

Agora feche novamente os olhos e coloque a seguinte questão:

“Com o que é que não estou comprometido para não estar a atingir isto?”

O que quer que surja, mesmo que nada, escreva na 3ª coluna.

Repita o processo várias vezes, caso tenha dificuldade, até que as ideias, imagens, sons, ou sensações lhe comecem a surgir.

Espantado com o resultado?

Este é o “poder” de uma pergunta num processo de “Executive Coaching”.

Esta semana pare um pouco para pensar:

Com o que é que (eu, a minha equipa, a minha empresa) estão comprometido(a)s?

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