Etiqueta: Negociação

A sua empresa é espremida nas negociações?
Negociação·30 Mai 2022·5 min. de leitura

A sua empresa é espremida nas negociações?

Quando falamos de negociar, uma das coisas que temos de ter noção enquanto comerciais é o conceito de pipeline ou, se quiserem, funil de vendas. O conceito é simples. Dependendo do seu tipo de venda, quase todas as oportunidades começam o seu ciclo de vida pelo contacto inicial, progridem para uma reunião ou visita, é apresentada uma proposta, entra-se na fase de negociação e, se tudo correr bem, temos um fecho. Cada uma destas etapas é chamada habitualmente de fase da venda. Dada a diversidade de processos comerciais que existem, nem todos os processos de venda têm estas fases. Alguns têm mais, quando são mais complexos, outros têm menos. Por exemplo, quando era comercial de sistemas de gestão (ERP) na área das tecnologias de informação, antes de chegarmos à proposta tínhamos ainda mais algumas etapas. Com alguns dos nossos clientes acontece precisamente o contrário… Por exemplo, um deles que fornece equipamentos de ar condicionado e materiais, só tem mesmo a parte da proposta e do fecho. Enfim, depende muito do tipo de venda, duração do ciclo comercial e mercado onde estamos inseridos. Mas seja de uma forma mais simples ou de uma forma mais complexa, este conceito aparece em quase todos os tipos de venda que temos. Muitas vezes na nossa formação Arte de Vender apresento a imagem a seguir e faço a seguinte pergunta: “De todas estas fases da venda, qual delas é que acham que controlam?” As respostas são muito diversas. Uns acham que é a prospeção, outros a reunião, alguns a proposta. Basicamente, não existe um padrão de resposta. Agora, a única coisa que é constante é que a maioria das pessoas não sabe que a única área que de facto controlam é a fase de contacto inicial. Quando lhes passo esta informação, de início ficam um pouco chocados.… [ Ler mais… ]

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Na negociação sabe o que é um “abandonar aparente”?
Negociação·21 Fev 2022·3 min. de leitura

Na negociação sabe o que é um “abandonar aparente”?

Hoje gostaria de falar-vos de uma das piores técnicas de negociação que me fizeram. Trata-se do “Abandonar Aparente” Esta história vem diretamente do baú dos tesourinhos deprimentes. Trata-se de uma das piores táticas que me fizeram e, confesso, fui completamente espremido por ela. Há uns anos, quando estive na área da informática, deparei-me com um negócio no qual tínhamos de propor um serviço de manutenção de balcões a uma grande seguradora. Este tipo de negócios é normalmente bastante complexo não só devido ao valor, mas porque tem cláusulas bastante penalizadoras para os atrasos ou tempos de paragem de um balcão ou agência. Do meu lado, estava eu como Diretor Comercial em conjunto com o Diretor de Projetos, e do lado deles, perdoem-me a expressão, estavam um «Chefe Índio e dois Indígenas». Começámos a negociar e de vez em quando o telemóvel do «Chefe Índio» vibrava. Ele via a mensagem no visor fazia um ar aborrecido, voltava a colocar o telefone com o ecrã para baixo e continuava a negociar. Passados três ou quatro mensagens, ele virou-se para nós e disse: “Como já devem ter percebido, eu tenho estado a receber mensagens, peço desculpa, eu sei que é indelicado, mas temos cá uns auditores esta semana. Eu tenho estado a ser chamado à nossa administração para esclarecer uns pontos em aberto e já não posso protelar mais. Mas estão aqui os meus colegas, por isso continuem a analisar a proposta. Devem ser apenas uns 10 minutos não mais” Ora os dois «indígenas», não tinham poder para negociar. Falámos do tempo, da bola e de todos os temas que nos conseguimos lembrar até que passaram 15 minutos e os dois indivíduos se viram para nós e dizem: “Bem, parece que aquilo afinal está demorado, não se importam que a gente vá ali ver o email, dado que estamos à espera de mais algumas informações?… [ Ler mais… ]

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Ainda à espera… que o cliente lhe responda?
Negociação·9 Dez 2019·5 min. de leitura

Ainda à espera… que o cliente lhe responda?

Veja se isto que lhe vou descrever faz eco dentro de si quando envia uma proposta. Enviamos uma proposta e normalmente após um ou dois dias fazemos o primeiro seguimento telefónico ou por e-mail para saber se a proposta chegou bem, se necessitam de mais alguma coisa, etc. Ao que o nosso cliente nos diz: “Sim, já passei aos meus colegas e iremos analisar em breve.” Deixamos passar uma semana e fazemos o segundo seguimento, ao que o nosso cliente nos diz: “Estamos a analisar, estamos a decidir.” Decidimos deixar passar duas semanas e fazemos novo seguimento, ao que o nosso cliente nos diz: “Estamos a analisar, estamos a decidir, está na Administração.” Para não chatear, decidimos deixar passar mais um mês e fazemos novo seguimento, ao que o nosso cliente nos diz: “Estamos a analisar, estamos a decidir, a Administração neste momento está fora.” Como já são tantos seguimentos, decidimos deixar passar mais um mês e fazemos novo seguimento, ao que o nosso cliente nos diz: “Estamos ainda a analisar.” Bem, aqui decidimos deixar passar dois meses e fazemos novo seguimento, ao que o nosso cliente nos diz: “Já decidimos, adjudicámos a proposta à Vossa concorrência!” A maioria dos comerciais que passa pela nossa formação ri-se e acena que sim com a cabeça, pois numa ou noutra altura da nossa carreira comercial já nos deparámos com esta situação. Se formos sinceros e olharmos para o que aconteceu, muitas vezes a partir do 2º ou 3º seguimento já não temos lata para continuar a insistir e muitas vezes o nosso cliente diz-nos com um ar enfadado ou até mesmo aborrecido: “Já lhe disse por duas vezes que estamos a decidir…” E muitas vezes aqui acabamos por beliscar a oportunidade comercial por imprimirmos pressão a mais ao processo. O que em muitos casos pode dar uma indicação errada de falta de negócio e pode até mesmo, como vamos ver na secção da negociação, fragilizar a nossa posição negocial na venda.… [ Ler mais… ]

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Mas como assim… todos ganham?
Negociação·2 Dez 2019·5 min. de leitura

Mas como assim… todos ganham?

Penso que hoje em dia nada é mais falado que as situações win-win na parte comercial e na negociação, quer numa fase inicial, onde se procuram parceiros e não clientes, quer posteriormente numa fase avançada de negociação, para fechar o negócio. Trabalhar em verdadeira parceria pressupõe que todos ganham, que nenhuma das partes envolvidas é lesada e que ambas alcançam verdadeiramente o fim a que se propõem, quem compra e quem vende. Mas existirão verdadeiras relações win-win? As que depois do contrato assinado significam entusiamo e a noção de ganho para ambas as partes? Pela nossa experiência de terreno, o fator preço tem sido de facto analisado com crescente rigor e sim, revela-se que o seu peso na decisão final é de facto muito grande. Mas não é o único fator de decisão, e nesta fase estou a colocar de lado certo tipo de transacções comerciais em que é 99% do fator de decisão. Mas ainda temos margem para negociar e envolver os nossos clientes/parceiros num projeto de futuro interessante. Para tal, precisamos de contar com um conjunto de fatores importantes, válidos para quem lida com produtos ou serviços. Proposta de Valor Mais do que preço, gostamos de abordar uma proposta de valor. Para abordar este valor que os nossos produtos/serviços têm, temos de abranger outras variáveis e construir dessa forma um Mapa Negocial. Neste mapa colocamos todos os fatores que podem contribuir para o valor do nosso produto ou serviço, tais como assistência técnica ou pós-venda, garantias, segurança, fiabilidade, confiança na empresa/equipa que está por trás, atualizações, acompanhamento, formação, descontos ou rappel, fidelização e outros produtos/serviços acoplados, só para referir alguns. Muitos comerciais encaram a negociação como a altura no processo comercial em que começam a fazer algum desconto ou promoção. Se não capitalizarem todas estas variáveis, não será o cliente a fazê-lo.… [ Ler mais… ]

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