Se precisasse de um líder de excelência, recrutar-se-ia?

23/07/2012 Anabela Conde

Tempo de leitura: 2 min. e 10 seg.

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Liderança, Estilos de Liderança, Liderar pelo Exemplo, Dinamização empresarial, Coaching, Executive CoachingCostuma questionar-se se é o líder de que a sua empresa, o seu departamento ou a sua equipa precisa? Se a empresa fosse sua, contratar-se-ia? Faz tudo o que está ao seu alcance no lugar que ocupa?

Este é o mote sempre presente nos nossos Programas de Dinamização Empresarial e de Formação em Liderança que entregamos aos nossos Clientes.

Não há bons líderes nem maus líderes em absoluto, os desafios de liderança vencem-se em cada contexto, situação a situação, e é para isso que o líder se tem que preparar. Os líderes não vêm, infelizmente, com certificado de garantia; alguém que fez um excelente trabalho numa empresa ou numa área poderá estar mais bem posicionado para ter sucesso noutra organização ou noutro departamento mas, na actualidade e para seu próprio bem, é melhor não o tomar como totalmente certo.

Os desafios de liderança renovam-se pelo menos à velocidade com que se alteram e evoluem os negócios, os mercados, as propostas de valor, os processos, as equipas e as expectativas de cada um…

Quem é, afinal, o líder que as empresas necessitam?

O líder de hoje tem que saber mostrar à equipa o caminho a seguir, sobretudo quando mais ninguém sabe… e terá que o fazer transmitindo as directrizes de quem está seguro de que o percurso é aquele. Se não é fácil indicar o rumo em alturas calmas, o desafio torna-se acrescido no momento presente. A questão é que o barco fica à deriva se o timoneiro não indicar o caminho e não nos podemos permitir ficar à espera que a tormenta passe…

O líder sabe também que o melhor caminho não é necessariamente o mais imediato. Não raras vezes há que ter o carisma e a coragem de não decidir pelo mais fácil, pelo mais pacífico, mas de tomar decisões que, em prol do conjunto, possam ser difíceis ao ponto de contrariar muita gente. E como é difícil navegar em mares agitados… mas às vezes é preciso!

Para que a equipa acredite no líder importa que o líder saiba chegar a cada um em particular e, ao mesmo tempo, conquistar a confiança de todos. A inteligência emocional assume aqui um papel fundamental. Por mais que se diga que as mulheres têm esta competência mais inatamente a seu favor, na forma como comunicam, persuadem, se relacionam e até negoceiam com os outros, muitos são os homens que o fazem com a maior sensibilidade e sensatez.

Se pensarmos que é determinante ter controlo sobre as nossas atitudes em situações inesperadas ou perante problemas atípicos, então aqui os homens batem as senhoras aos pontos, porque em regra não são tão emotivos e agem mais com a razão do que com o coração…

O líder dos nossos dias não é mais a figura distante e até intocável de outrora… Para além de não ter problema nenhum em admitir não saber tudo, e de não ver nisso qualquer questão, é importante que tenha a humildade suficiente para reconhecer os seus próprios erros, as falhas em que possa incorrer. De um líder espera-se que seja tão humano como cada um dos elementos da equipa. Se o líder não errasse como poderia melhorar a sua liderança?

Quando a estrutura hierárquica dá lugar a níveis de liderança intermédia, é determinante que cada colaborador saiba por quem é liderado e para quê. Autoridade e responsabilidade confusas causam muito ruído e perda de focalização nas equipas. É comum que o topo da hierarquia, o líder máximo, tenha clara a delegação funcional de responsabilidades nas chefias intermédias; não é menos comum que essas chefias intermédias sintam que os elementos das suas equipas não lhes reconhecem a autoridade suficiente. Às vezes basta clarificar de forma assertiva numa reunião de equipa em que estejam todos presentes, e não é menos importante o reforço positivo ao middle management perante todo o grupo. Ou ainda não nos tinha ouvido falar da síndrome da sanduíche?

O ambiente que se vive nas empresas é fundamental para o desenvolvimento das mesmas, por isso é que se espera que o líder tenha a capacidade de encorajar a criatividade e a produtividade. Inspirar, marcar o ritmo, definir a dinâmica, estimular o pensamento criativo e o contributo individual com novas ideias são aspectos chave da atmosfera de uma empresa com futuro. Se o líder não valorizar momentos formais, sistemáticos para endereçar estas vertentes diferenciadoras, ninguém o fará e as boas ideias não surgem… nem se implementam, que ainda é pior!

Não há empresa que não precise de um líder que se entregue a fazer mais pela sua equipa, que se renove constantemente em termos de conhecimentos e competências, e que procure continuadamente dotar a equipa das melhores ferramentas e processos de trabalho para melhorar os resultados.

São tantas as vezes que os empresários, os gestores, os directores nos dizem que o mais difícil na vida das empresas são… as Pessoas! A tentação é dizermos que há alturas que só super-homens ou super-mulheres dariam conta do recado, não?!

Manter o nível de compromisso, gerir expectativas, lidar com as diversas personalidades, evitar conflitos, perceber a motivação de cada um, separar o essencial do acessório, dar importância apenas ao que é verdadeiramente importante, não tomar partido daqueles com que mais nos identificamos, conciliar vontades, não ser demasiado permissivo e um rol infindável de outras coisas estão seguramente entre os maiores desafios que todos conhecemos.

A questão é que é possível (e inadiável!) ser assertivo no meio de tudo isto, sem sair do trilho que queremos percorrer…


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