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17/04/2012 | Jose Almeida | ! Todos os Recursos | Artigos de Liderança | Artigos de Vendas
Já pensou o que é que acontece após ter fechado a venda?
Muitos dos vendedores que analisamos quase que desaparecem após a venda.
É frequente ouvirmos da boca dos clientes:
“Enquanto não vendeu não descansou, agora…”.
Mas será que passar a bola nestas situações está correcto?
O que a maior parte dos vendedores não sabem é que uma venda tem sempre 3 fases:
- Lua-de-mel
- Lua-de-fel
- Casamento
Se não acredita, vamos lá analisar:
1. Lua-de-mel
Quando vendemos algo, existe o brilho no ar de um novo produto ou serviço.
O cliente está entusiasmado, as suas pessoas estão à espera de algo espectacular, com um conjunto de funcionalidades e benefícios acrescidos.
Enfim, tudo corre bem no mundo da venda.
Estamos naquilo que designamos por Lua-de-mel da venda.
2. Lua-de-fel
Mas o chato é que isto é “sol de pouca dura”.
Rapidamente as expectativas do cliente começam a cair.
Quando surgem os primeiros problemas, quando as pessoas têm de mudar a forma como trabalham habitualmente.
O ser humano não gosta de mudar.
Quando lhe pedimos para alterar o modo como fazia as suas operações há 10 anos, normalmente não gosta.
E quando, ainda por cima, tem de aprender coisas novas para trabalhar com o novo produto ou serviço, ainda pior.
Começam então os comentários:
“A nossa antiga solução é que era boa”;
“O outro serviço era melhor”;
“Antes era mais simples”.
E se forem só estes, dêem-se por muito felizes.
3. Casamento
Se tudo correr bem, as situações resolvem-se, as mudanças integram-se e passado pouco tempo, tudo volta ao normal.
Enfim, mais um dia no mundo das vendas.
Mas vamos agora analisar a actuação dos comerciais em cada uma das fases:
Na fase do casamento:
“Está tudo bem, então nem preciso de lá colocar os pés.”
Esta é normalmente a resposta do vendedor.
Qual é que é o erro disto?
É que é a última hipótese que ele tem para poder “vacinar” o cliente em relação ao que vem a seguir.
Algo do género:
“Sr. Cliente, agora está tudo bem, mas sabe que as pessoas não gostam de mudanças, por isso é normal que as expectativas caiam um pouco.
Mas esteja descansado que estamos cá para resolver todas as situações.”
Na fase da Lua-de-fel ele não tem outra hipótese, dado que o cliente está aos berros; ele vai mesmo ter de lá ir.
E na fase do casamento voltamos a ter a mesma situação:
“Está tudo bem, então não preciso de lá ir.”
Qual é o erro disto?
É que esta fase é a altura ideal para lá voltar a confraternizar com o cliente e, dado que ele está satisfeito, pedir, por exemplo, testemunhos ou contactos de amigos ou conhecidos que possam beneficiar do nosso produto ou serviço.
Esta semana pare um pouco e pense:
Será que o meu “casamento” com o meu cliente está a decorrer da melhor forma?
Uma boa forma de reflectir sobre isto é pensar:
“Há quanto tempo é que não recebo uma referência ou testemunho dos meus clientes?”